Eu vou te contar como o Carnaval funciona de verdade. Você pode ter brilho, you know, câmera, publi, fã-clube e até namorado craque. Só que, na hora do corre da avenida, quem manda é o bastidor. E bastidor tem rei, tem regra, tem paciência curta. A história é simples e deliciosa. A Grande Rio viveu uma temporada cheia de ruído e uma parte desse barulho caiu no colo da rainha de bateria, Virgínia. Teve climão antes do desfile, teve gente falando alto, teve vídeo rodando, teve Jayder Soares perdendo a linha com Virgínia e a equipe dela. Em um dos registros, ele solta aquela frase com gosto de bronca de diretor antigo, avisando que está no Carnaval há 37 anos e que o povo chegou agora. O recado veio com endereço, CEP e assinatura. Aí entra o capítulo dois, que é o capítulo que eu mais gosto. Depois do aperto, veio o gesto. Virgínia apareceu com um presente para Jayder, uma camisa autografada pelo namorado dela, Vini Jr. E claro que isso virou postagem, porque nada diz “paz selada” como foto com dedicação e legenda fofa. Ela ainda destacou a cara de felicidade dele, como quem fala, pronto, deu certo, baixa a guarda. Só que, meu amor, o bastidor não vive só de mimo. Vive de condição. E, pelos relatos, a escola teria colocado regras para Virgínia continuar como rainha em 2027. A ordem do dia seria enxugar o entorno, descansar a imagem, controlar o entra e sai, reduzir a tropa de celulares e convidados, porque o que para a internet parece conteúdo, para a quadra vira confusão. E tem o detalhe que pesa. A Grande Rio não voltou para o Desfile das Campeãs desta vez, depois do resultado na apuração. Com isso, a vitrine diminui e a tolerância some mais rápido. A escola pensa em 2027 com calculadora na mão, e o cargo de rainha, que na internet parece coroa de cristal, no mundo real é contrato, expectativa e disciplina.