A primeira partida da semifinal do Campeonato Mineiro entre Atlético-MG e América-MG, ontem, na Arena MRV, marcou o reencontro de Gustavo Scarpa e Willian Bigode. Os dois jogadores se enfrentaram pela primeira vez desde o início do processo na Justiça no caso das criptomoedas, que começou em 2023. Antes de a bola rolar, os dois jogadores tiveram um cumprimento cordial, com aperto de mãos. Durante o jogo, ficaram próximos em algumas jogadas, mas sem disputa direta. Após o confronto, Scarpa falou sobre a relação com Bigode na zona mista e contou o impasse que segue sem uma solução definitiva até o momento. — São várias emoções ali no momento. Difícil, uma situação complicada. A gente tinha uma amizade muito maneira, mas o 'maluco' decidiu ir para outro caminho. Agora é paciência. Torcer para que tudo se resolva o quanto antes. A situação é muito preto no branco e eu não vejo a hora de receber o que é meu por direito — disse Gustavo Scarpa. Relembre o caso Em 2023, Mayke e Gustavo Scarpa acusaram três empresas de terem aplicado um golpe milionário neles: Xland, WLJC Consultoria e Soluções Tecnologia Eireli. A WLJC, fundada em 2019, tinha Willian Bigode como um dos sócios e é parceria da Xland, cuja filial é no Rio Branco. Os três jogaram juntos no Palmeiras entre 2018 e 2021. Scarpa e Willian Bigode em tempos de Palmeiras Cesar Greco/Palmeiras Scarpa e Mayke entraram na Justiça após perderem cerca de R$ 10,3 milhões em investimentos em criptomoedas — R$ 6,3 milhões de Scarpa e R$ 4 milhões de Mayke. O meio-campista entrou com um investimento sob promessa de um retorno de 3,5% a 5% ao mês. Como não obteve o retorno, solicitou a rescisão do contrato com a Xland Holding Ltda, para onde o recurso foi destinado. Na época, Scarpa foi informado de que teria o dinheiro de volta num prazo de 30 dias úteis e que o pagamento do valor investido seria reembolsado. Nada disso, no entanto, ocorreu e o dinheiro não foi devolvido ao jogador.