O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) , determinou que o comando do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) explique irregularidades em visitas ao ex-ministro Anderson Torres. Em decisão tornada pública nesta segunda-feira, 23, o magistrado questiona por que o pai e a irmã do ex-secretário de Segurança tiveram acesso à unidade fora do horário permitido. O batalhão, conhecido como "Papudinha", deve apresentar uma justificativa formal em até 48 horas. + Leia mais notícias de Política em Oeste De acordo com o relatório da própria Polícia Militar encaminhado ao STF, João Torres Filho e Patrícia Torres visitaram o ex-ministro no dia 11 de fevereiro, entre 17h e 19h. No entanto, o regulamento da unidade e as determinações de Moraes fixam o limite para visitas às 16h. O ministro busca entender se houve concessão de privilégios indevidos ao aliado de Jair Bolsonaro. Prazos e possíveis sanções A determinação de Moraes foca no comando do batalhão da Papudinha, que autorizou a entrada de João e Patrícia Torres no período noturno. Caso as explicações não convençam o ministro, os oficiais responsáveis podem enfrentar processos administrativos ou sanções por descumprimento de ordem judicial . https://www.youtube.com/watch?v=S1KYoCzRkLY A defesa de Anderson Torres ainda não se manifestou sobre o episódio das visitas. O ex-ministro responde a inquéritos que apuram omissão e conivência com os atos de 8 de janeiro de 2023, além de outras investigações relacionadas ao período em que chefiou o Ministério da Justiça. O rigor de Moraes sobre o cotidiano dos presos na Papudinha sinaliza que o STF não tolerará flexibilizações nas regras de custódia das autoridades envolvidas nos processos. Como é a prisão de Anderson Torres Anderson Torres cumpre prisão preventiva no 19º BPM desde 25 de novembro. O Núcleo de Custódia da Polícia Militar (NCPM) atende exclusivamente policiais e autoridades com prerrogativa de Estado-Maior, oferecendo condições distintas do sistema prisional comum. Torres divide a cela com Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF). O complexo militar também abriga, em outra cela, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O capitão reformado cumpre pena de 27 anos de prisão decorrente de sua condenação por participação em uma suposta trama golpista. A proximidade dos detentos e a gestão das visitas pela PMDF estão sob monitoramento rigoroso do STF para evitar comunicações não autorizadas ou quebras de protocolos de segurança. Leia também: " OAB pede ao STF fim do inquérito das fake news: 'Natureza perpétua' " O post Moraes exige explicações da PM por visita fora do horário a Anderson Torres apareceu primeiro em Revista Oeste .