Jornalista Arimatéia Azevedo recebe alta hospitalar e é encaminhado para penitenciária no PI, diz família

Justiça ordena retorno de Arimatéia Azevedo a presídio apesar de laudos e piora no estado de saúde Arquivo Pessoal O jornalista José de Arimatéia Azevedo, de 72 anos, recebeu alta hospitalar no domingo (22). Ele havia dado entrada em um hospital particular após saber que a Justiça do Piauí manteve a decisão que determina o retorno dele ao regime fechado. Arimatéia estava em prisão domiciliar desde 2022. De acordo com um familiar do jornalista, Arimatéia foi levado para uma penitenciária na cidade de Altos, a cerca de 40 km de Teresina, na manhã desta segunda-feira (23). ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Em 2021, o jornalista foi condenado a 9 anos e 4 meses de prisão em regime fechado, pelo crime de estelionato. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A família de Arimatéia contestou a decisão e apresentou laudos médicos anteriores e documentos oficiais que indicam agravamento do estado de saúde e ausência de estrutura adequada no sistema prisional. Ele estava em prisão domiciliar desde 2022. O fundamento central da decisão do juiz Marcus Klinger M. de Vasconcelos, foi um laudo do Instituto Médico Legal (IML) que classificou o quadro clínico como crônico, sem indicação de necessidade de tratamento de alta complexidade ou risco imediato de morte. Com base nisso, o magistrado entendeu não haver impedimento para o cumprimento da pena em regime fechado. No entanto, segundo a defesa do jornalista, outros documentos que integram o processo apontam um quadro de saúde mais delicado. Relatórios médicos da Penitenciária Irmão Guido e da Colônia Penal Agrícola Major César de Oliveira informam que Arimatéia tem doenças como diabetes, pressão alta, problemas cardíacos e sequelas de derrames anteriores, além de um aneurisma na região abdominal. Os relatórios também indicam necessidade de acompanhamento médico contínuo e uso permanente de medicamentos. Um ofício da Secretaria de Justiça do Piauí, assinado pela Diretoria da Unidade de Administração Penitenciária (DUAP), informa que as unidades prisionais dispõem apenas de atendimento básico em saúde, sem profissionais especializados, plantão médico noturno ou cobertura regular nos fins de semana. O documento aponta que, nessas condições, não há estrutura para atender adequadamente presos com múltiplas comorbidades. A família do jornalista afirmou ao g1 que Arimatéia apresenta sinais de agravamento clínico e está sendo submetido a novos exames. “Ele envelheceu muito nesses seis anos desde a primeira prisão. Não come direito e desenvolveu várias comorbidades. Agora os médicos investigam uma suspeita de infecção e a possibilidade de que tenha sido um novo AVC", disse. Ainda segundo a família, a decisão judicial causou surpresa, já que a prisão domiciliar havia sido concedida em 2022 e o estado de saúde atual é considerado ainda mais delicado do que na época. Retorno ao presídio Com a revogação da prisão domiciliar, a Justiça determinou a expedição de mandado de prisão para que José de Arimatéia Azevedo volte a cumprir pena em regime fechado na Penitenciária Humberto Reis da Silveira, em Altos, no Norte do Piauí. A eventual análise de progressão para o regime semiaberto deverá ocorrer em momento posterior, após o retorno ao sistema prisional e a regularização das pendências processuais no caso. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube