Uma auditoria recente da Controladoria-Geral da União (CGU) identificou possíveis irregularidades na contratação do Centro de Pesquisas, Inovação e Vigilância em Covid-19 e Emergências Sanitárias, conduzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O empreendimento, avaliado em cerca de R$ 207 milhões, ocorreu sem licitação, dada a alegação de urgência, em razão da pandemia da doença. + Leia mais notícias de Política em Oeste O relatório mostra que a contratação da iniciativa ocorreu sem o planejamento adequado exigido para obras de grande porte e complexidade. Tal fato teria limitado a concorrência, provocado prejuízos aos cofres públicos e causado atrasos relevantes. A CGU também ressaltou que não foram apresentados elementos suficientes para justificar a contratação direta, conforme previsto na Lei 14.133/2021. CGU enxerga indícios de antieconomicidade Sede da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro Foto: André Az /Fiocruz Durante a análise, a auditoria encontrou indícios de sobrepreço em valores que ultrapassam os R$ 27milhões. Assim, recomendou que ocorram medidas para investigar possíveis superfaturamentos acima do valor de mercado. A CGU ainda relatou um montante de mais de R$ 33,5 milhões relacionado à antieconomicidade, por causa de escolhas incompatíveis de sistemas estruturais. Isso teria elevado custos e prejudicado a eficiência da obra. https://www.youtube.com/watch?v=A-fNtOuOa60&pp=0gcJCaIKAYcqIYzv O documento destacou fragilidades na elaboração do orçamento, como a utilização de métodos paramétricos e a falta de justificativas claras para alguns critérios escolhidos. Embora a Fiocruz tenha argumentado que a dispensa de licitação era necessária para responder rapidamente à crise sanitária, os auditores afirmaram que essa justificativa não atendeu aos requisitos legais, especialmente no que diz respeito ao prazo de 12 meses estabelecido na legislação. Leia também: "Diagnóstico: negligência" , reportagem de Anderson Scardoelli publicada na Edição 310 da Revista Oeste Segundo a avaliação da CGU, a construção não ocorreu no período previsto pela alegação de emergência, de modo a reforçar as dúvidas sobre a legalidade das medidas adotadas pela Fiocruz durante o processo de contratação. O post CGU vê indícios de sobrepreço em contratação da Fiocruz apareceu primeiro em Revista Oeste .