É fevereiro, e o Vasco já está de volta ao mercado em busca de um novo treinador, após a demissão de Fernando Diniz. A passagem do último comandante, encerrada no domingo, depois de derrota para o Fluminense, deixou lições e impressões do que buscar num novo nome. Não há, por exemplo, uma busca por um "sucessor" das ideias de jogo de Diniz. A principal questão é a defesa, calcanhar de Aquiles do Vasco desde a temporada anterior — só em 2026, foram 9 gols sofridos em 11 jogos. A diretoria quer que o cruz-maltino siga propondo jogo, mas é preciso manter o equilíbrio nas fases da partida, algo que Diniz não conseguiu nos seus meses finais de trabalho. Com isso, abre-se a possibilidade de treinadores de estilo mais pragmático, com ideias de jogo menos complexas em termos de construção. Caso de Renato Gaúcho, um dos nomes procurados antes de Diniz no ano passado, e de Rafael Guanaes, do Mirassol, outro nome ventilado em São Januário. Este segundo, ainda sem procura concreta. Com um elenco recheado de jogadores versáteis no ataque, que podem jogar abertos ou centralizados, o clube também busca no novo treinador uma figura capaz de potencializar essas características. As ideias de um jogo mais direto e vertical do mercado treinadores portugueses agradam, mas trata-se de um mercado bem mais difícil dada a celeridade da busca. O elenco atual, montado com muita influência de Diniz, era uma das preocupações em meio às conversas sobre o futuro do treinador nas últimas semanas. Agora, é um risco assumido. A gestão desse grupo será mais uma responsabilidade do novo comandante.