<p>Um dia depois da morte de um dos narcotraficantes mais perigosos do México, vários estados encontravam-se em nível de alerta vermelho, por causa da onda de violência que castiga várias regiões do país. Grupos armados, a maioria composta por membros do Cartel Jalisco Nova Geração, incendiaram carros e destruíram comércios em cidades como Puerto Vallarta e Guadalajara. Houve também ataques contra a população, na tentativa de mostrar ao Estado mexicano que o CJNG tem poder num dos maiores países latino-americanos.</p> <p>Depois da operação militar, levada a cabo por um exército de luto por causa morte de 25 dos seus membros, a presidente do México rejeitou as considerações da administração dos Estados Unidos, que se congratulou com o que definiu como a cooperação essencial entre Washington e Cidade do México. Numa conferência de imprensa desta segunda-feira, Claudia Sheinbaum insistiu em que, se houve a partilha de informação que considerou "complementar" da parte dos EUA, não houve nenhum agente das forças de segurança norte-americanas no terreno em qualquer momento da operação. "El Mencho" era procurado por vários crimes, incluindo narcotráfico, extorsão, roubo de combustível, sequestro e tráfico de seres humanos. O Cartel de Jalisco tem mais de 15 mil membros e é considerado pelo FBI como a organização criminal dedicada ao narcotráfico mais poderosa do México. </p>