Associação de delegados da PF manifesta apoio ao PL Antifacção

O projeto de lei (PL) Antifacção, também chamado de Marco Legal do Combate ao Crime Organizado, aprovado recentemente pelo Senado Federal, recebeu apoio declarado da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) , que espera a análise do texto pela Câmara dos Deputados ainda nesta semana. A proposta foca no fortalecimento do combate e às organizações criminosas, especialmente por meio do confisco de bens e do bloqueio de recursos financeiros das facções, considerado ponto-chave na segurança pública. + Leia mais notícias de Política em Oeste Segundo a ADPF, a versão aprovada inicialmente na Câmara dos Deputados estabeleceu fundamentos relevantes na luta contra o crime organizado. O Senado, por sua vez, ampliou o alcance da medida ao acrescentar instrumentos de investigação e ações direcionadas a atingir a base econômica das organizações criminosas. Em nota à imprensa, nesta segunda-feira, 23, a associação destacou que intensificar as restrições patrimoniais representa uma estratégia fundamental para enfraquecer as facções e limitar suas operações. https://www.youtube.com/watch?v=KwX7twraSvM Destino dos recursos apreendidos A associação também ressaltou a necessidade de direcionar, de forma clara, os recursos apreendidos das organizações criminosas para o Fundo para Aparelhamento e Operacionalização das Atividades-Fim da Polícia Federal (Funapol). A ADPF defende o uso desses valores em ações de combate às próprias facções, revertendo o dinheiro do crime para o enfrentamento da criminalidade. Leia também: "O Brasil na rota do terrorismo" , artigo de Miriam Sanger publicado na Edição 310 da Revista Oeste Por fim, a entidade afirma que seguirá acompanhando e atuando no Congresso Nacional para garantir que a decisão final assegure melhorias nas ferramentas de investigação e que os recursos obtidos com o crime organizado sejam investidos no sistema de repressão qualificada. O objetivo, segundo a ADPF, é “garantir eficiência, sustentabilidade e combate às facções”. Diretor da PF já criticou pressa para votação do PL Antifacção Durante participação na CPI do Crime Organizado do Senado, em novembro do ano passado, o diretor-geral da Polícia Federal (PF) , Andrei Rodrigues, criticou a pressa para a votação do PL Antifacção na Câmara dos Deputados. Ele também rebateu a tese de que a eventual aprovação da proposta provocaria “descapitalização” da corporação. De acordo com estimativa do Ministério da Justiça e Segurança Pública, a aprovação da medida pode gerar impacto de R$ 360 milhões nos fundos de segurança pública. O post Associação de delegados da PF manifesta apoio ao PL Antifacção apareceu primeiro em Revista Oeste .