Primeira vez de Lorena e Juquinha, casal Loquinha de 'Três Graças', será em noite no campo, com pedido de casamento

Os capítulos desta semana em “Três Graças” estarão envoltos de um clima de muito romance no que depender de Lorena (Alanis Guillen) e Juquinha (Gabriela Medvedovski). O casal Loquinha — como as personagens foram apelidadas pelos fãs da novela de Aguinaldo Silva, Zé Dassilva e Virgílio Silva — estão vivendo algo como se fosse uma lua de mel na casa de campo da família da policial, em Campos do Jordão (SP). Lembra deles no BBB? Veja o antes e depois de todos os 423 participantes que já passaram pelo reality show Boxeador campeão e 'zero defeitos': Quem é o namorado de Mel Maia, que a ajuda a passar pelo luto com amor Será neste cenário, no interior, que as personagens terão a sua primeira vez, de acordo com o jornal Extra. A publicação informa que as personagens ficarão em certo momento acomodadas em frente a uma lareira, com direito a vinho juntas. Lorena (Alanis Guillen) e Juquinha (Gabriela Medvedovsky) TV Globo Juquinha, então, tomará uma decisão em meio ao momento feliz: “Lorena Ferette, eu te pergunto: você quer casar comigo?”. A filha do vilão da novela, interpretado por Murilo Benício, responderá: “Quero. Sempre! Só pra poder acordar e te ver do meu lado todo dia”. Logo após o diálogo, segundo o Extra, Loquinha terá a sua primeira noite de amor. Em todos os lugares Até a TV Globo entrou na brincadeira e legendou cenas em inglês, italiano e espanhol, para a alegria do fã-clube gringo. "Muito feliz por vocês saberem como tratar o público internacional", agradeceu uma usuária, em inglês. — O sucesso internacional de Loquinha é resultado de uma estratégia consistente da TV Globo, que compreende o digital não apenas como canal de divulgação, mas como parte fundamental da jornada da audiência, com linguagens e formatos próprios — afirma Samantha Almeida, diretora de Marketing da emissora, em entrevista ao GLOBO. — Quando o público se reconhece, cria e compartilha histórias a partir dos nossos personagens, identificamos ali uma oportunidade clara de aprofundar o vínculo, a relevância e a conexão com nossas narrativas. Galerias Relacionadas Fã ardorosa do casal Loquinha, a americana Rachel Lippincott, autora de romances sáficos (isto é, protagonizados por mulheres lésbicas ou bissexuais), está aprendendo português e assiste a "Três Graças" toda noite no Globoplay. A autora do recém-lançado "Natal das garotas" (Alt) descobriu Lorena e Juquinha no X, por indicação de "uma pessoa da Tailândia que está atolada até o pescoço no universo GL (girl love)". — O que cativa o público é a química entre as duas e a representação genuína e honesta da experiência sáfica. De Juquinha mandando um poema para Lorena depois do primeiro beijo a Lorena não ter ideia do interesse da outra, tudo é muito real e fiel ao que muitas de nós vivemos — diz Lippincott, que revê sempre um compilado dos melhores momentos de Clara e Marina, casal da novela "Em família", de 2014, interpretado por Giovanna Antonelli e Tainá Müller. Gabriela Medvedovsky e Alanis Guillen Bruna Sussekind O GLOBO conversou com outras três fãs internacionais do casal Loquinha — todas têm entre 20 e 30 anos, optaram por não revelar o sobrenome por questões de privacidade e nunca haviam tido contato algum com novelas brasileiras. Também conheceram "Três Graças" nas redes sociais e, devido ao fuso horário, espiam a novela de madrugada, no Globoplay. Na falta de legendas, contam com a ajuda de brasileiros para acompanhar a trama. — A linguagem do amor é universal — diz a britânica Sophie. — No mundo todo, há cada vez menos casais lésbicos na televisão, o que nos leva a procurar por representatividade em lugares diferentes. Initial plugin text A sueca Elle ressalta que, na contramão de muitas representações sáficas na cultura pop, o amor de Lorena e Juquinha se desenrola "sem dramas e conflitos desnecessários". — A cultura sáfica é muito popular na internet. Quando encontramos uma boa representação do amor entre mulheres, ela vai viralizar. As fãs criam memes incríveis a partir das cenas e ajudam a história a viajar pelo mundo — diz Mari, filha de uma chilena e de um canadense que vive em Barcelona. Zenilda (Andréia Horta), Juquinha (Gabriela Medvedovsky) e Lorena (Alanis Guillen) Globo/ Manoella Mello Por trás do sucesso do casal Loquinha, explica a professora da UFF Simone Pereira de Sá, estão os "fandons transnacionais", que, graças às mídias digitais, conseguem se articular para além dos contextos locais. — São conteúdos relacionados à cultura sáfica e ao feminismo que fazem sucesso no mundo digital. O fato de as duas serem lindas e a falta de marcas muito nacionais na história também ajudam na identificação do público estrangeiro — afirma a coordenadora do Laboratorio de Pesquisa em Culturas e Tecnologias da Comunicação (LabCULT). —E o Brasil está na moda. É o #BrazilCore, estética inspirada nas periferias e até em alguns clichês, que tem chamado atenção lá fora. O número de seguidores estrangeiros nas redes sociais das intérpretes de Juquinha e Lorena só aumenta. — Além de todo o carinho do público brasileiro, tenho recebido mensagens em diversas línguas de pessoas contando que assistem à novela — conta a atriz Gabriela Medvedovski. Para Alanis Guillen, o casal caiu nas graças do público porque "o romance é real, sem estereótipos, é afeto puro, um amor que se permite existir". —Isso atravessa qualquer cultura — afirma a atriz. — Representar uma comunidade muitas vezes silenciada e levar esse amor de forma simples e humana para pessoas que talvez nunca tenham visto narrativas assim é muito poderoso. A representatividade liberta, acolhe e salva. E esse retorno internacional confirma a importância dessa história. Initial plugin text