Caso Master: André Mendonça faz nova reunião com delegados da PF O governo do Distrito Federal pediu autorização da Câmara Legislativa para usar imóveis públicos na tentativa de salvar o Banco de Brasília. O BRB é investigado no caso Master. O Banco de Brasília é uma sociedade de economia mista de capital aberto. O acionista majoritário é o governo do Distrito Federal. O BRB teve um prejuízo de pelo menos R$ 5 bilhões ao comprar carteiras de crédito do Banco Master com indícios de fraude. Diante disso, o Banco Central pediu que o BRB apresentasse ações para reforçar o capital do banco e, assim, poder se recuperar dos negócios com o Master - que foi liquidado pelo BC em 2025. Nessa condição, o GDF enviou um projeto de lei à Câmara Legislativa para o restabelecimento e fortalecimento das condições econômico-financeiras do Banco de Brasília. A proposta do GDF prevê o uso de 12 imóveis públicos como garantia em um eventual empréstimo - junto a grandes bancos, por exemplo. Um desses imóveis é o Centro Administrativo do governo do DF, local sem uso, desocupado há 12 anos. Em dezembro de 2025, o governador Ibaneis Rocha disse que seria preciso investir R$ 1 bilhão para o local funcionar. Em nota, o BRB afirmou que os imóveis ainda serão submetidos a avaliação técnica independente e que, nesse estágio, não é possível estimar o valor total dos ativos, uma vez que a precificação depende das condições de mercado. Governo do DF quer usar imóveis públicos como garantia de empréstimos para salvar o BRB, investigado no caso Master Jornal Nacional/ Reprodução O uso de bens públicos como garantia precisa do aval da Câmara Legislativa. A expectativa do GDF era aprovar o projeto ainda esta semana, mas o tema enfrenta resistência até de aliados do governo local. Deputados distritais sinalizaram que apenas devem discutir o texto, sem previsão de votação. O Banco Central vem fazendo reuniões semanais com a diretoria do BRB. As medidas em estudo passam também por corte de custos, não abrir novas agências e diminuir o alcance do banco. A relação do BRB com o Master é uma das frentes de investigação no STF - Supremo Tribunal Federal. Nesta segunda-feira (23), os delegados da Polícia Federal envolvidos no caso Master estiveram pela segunda vez com o novo relator no STF, o ministro André Mendonça, que fez uma longa reunião e ouviu também sobre a apuração da PF envolvendo influenciadores digitais em ataques ao Banco Central. LEIA TAMBÉM Fachin arquiva relatório da PF que apontava suspeição de Toffoli no caso Master Camila Bomfim: Ex-diretor de Compliance do Master diz à PF que assinava documentos 'sem ler' Liquidações dos bancos Master, Will Bank e Pleno devem deixar rombo de R$ 51,8 bilhões no FGC