Camarotti: Relator do Master avalia hoje se caso Master tem conexão política Em reunião realizada nesta segunda-feira (23), o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e delegados da Polícia Federal (PF) à frente do caso do Banco Master acertaram um prazo de 60 dias para a análise minuciosa do material apreendido pelos investigadores, incluindo os dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro. Somente depois disso, haverá definição pelo ministro André Mendonça, que assumiu a relatoria do caso, sobre a competência do caso - se ele permanecerá no STF ou se será remetido a instâncias inferiores. A tendência, segundo integrantes da Corte, é que o processo continue sob análise do Supremo. Investigações A Polícia Federal investiga, entre outros pontos, possíveis conexões políticas de Daniel Vorcaro com políticos em Brasília. Essas relações teriam, de acordo com fontes a par das investigações, permitido o avanço de negócios de interesse do banco. Em nota divulgada nesta segunda-feira (23), o STF informou que a Polícia Federal apresentou no encontro com o ministro André Mendonça um relato atualizado sobre o estágio das apurações. Ainda segundo o Supremo, o encontro também serviu para a apresentação, à PF, da lista de processos da Operação Compliance Zero e de desdobramentos correlatos que tramitam na Corte sob a relatoria do ministro. Mudança de relatoria Nos bastidores, a nova condução do caso Master por André Mendonça tem sido bem recebida por integrantes do STF. A avaliação é de que a mudança de relatoria ajudou a reduzir a exposição e o desgaste da Corte. Ao assumir a relatoria, Mendonça determinou a retomada do chamado “fluxo ordinário” da investigação, com continuidade de perícias e dos depoimentos.