Os Estados Unidos e o Japão confirmaram o acordo comercial firmado no ano passado, após a Suprema Corte dos EUA considerar ilegais muitas das tarifas impostas pelo presidente Donald Trump, anunciou Tóquio na terça-feira. Trump: qualquer país que quiser 'jogar' com a decisão da Suprema Corte enfrentará tarifas muito mais altas Trump anunciou uma nova tarifa global de 15%, que entraria em vigor nesta terça-feira, em resposta à decisão judicial que declarou que o presidente não tinha autoridade para impor tarifas. Wall Street fecha em baixa por incertezas ligadas ao comércio, após decisão da Suprema Corte sobre tarifas de Trump Os Estados Unidos e o Japão chegaram a um acordo comercial no ano passado, que reduziu a tarifa de Trump sobre as importações japonesas de 25% para 15%, em troca de US$ 550 bilhões em investimentos japoneses. Em uma ligação telefônica na segunda-feira, os principais representantes comerciais dos EUA, Howard Lutnick e Ryosei Akazawa, comemoraram o recente anúncio do primeiro projeto sob esse acordo, um investimento de US$ 36 bilhões. Após Trump anunciar tarifa de 15%, veja em mapa os países que serão mais ou menos taxados Míriam Leitão: Tarifa global de 10% de Trump é questionável e deve gerar novas disputas judiciais, diz Welber Barral "O Ministro Akazawa também solicitou que, quando os Estados Unidos adotarem novas medidas tarifárias, o Japão não seja tratado de forma menos favorável do que no acordo do ano passado", afirmou o Ministério do Comércio japonês, em um comunicado. "Os dois ministros reafirmaram que o Japão e os Estados Unidos continuarão a implementar fiel e prontamente o acordo alcançado no ano passado", acrescentou o ministério japonês. Inicialmente, o Departamento de Comércio dos EUA não se manifestou em seu site ou conta no X (ex-Twitter) sobre a conversa de 40 minutos.