Rio Open 2027: Rudd, Rune, Rublev, Musetti: qual será o grande nome do torneio para o próximo ano?

Encerrado neste domingo, o Rio Open já se movimenta nos bastidores para fechar com um nome de peso internacional. Diante das dificuldades impostas pelo tipo de piso e pelo calendário, algo que não vai mudar em 2027, o evento tem garantido o xodó do evento, João Fonseca, cujo contrato com o torneio está em vigor. Ao fim da 12ª edição, não há nenhum acordo vigente com estrangeiros. Porém, há tenistas no radar como Lorenzo Musetti, Holger Rune, Casper Ruud, Andrey Rublev e Stefanos Tsitsipas, um antigo desejo da organização. As conversas de momento ainda são informais. Os organizadores trabalham em silêncio, num jogo de xadrez que envolve calendário, desempenho na gira europeia de saibro e até uma dose de sorte na definição dos confrontos da Copa Davis. O discurso é realista. Os organizadores do Rio Open reconhecem que especialistas em piso duro não vão aceitar mudar a rota do calendário mesmo que haja uma boa proposta financeira pela participação. A estratégia é apostar em jogadores que rendem no saibro ao longo da temporada e que enxerguem valor esportivo na passagem pela América do Sul. — Vamos ver quem tem interesse e esperar, mais ou menos, até o final de Roland Garros, o auge da temporada de saibro. Aí vamos entender quem foi bem no saibro. Normalmente, esse jogador tem mais chances de conseguirmos trazê-lo para o Rio Open no ano seguinte — explicou o diretor esportivo do Rio Open, Lui Carvalho, em entrevista coletiva após o encerramento do evento. Alguns dos nomes sondados já disputaram o Rio Open ou foram anunciados na lista da chave principal, porém não jogaram. Musetti e Rune são dois exemplos. Atual número 5 do mundo, o italiano foi confirmado nas duas últimas edições, porém ele desistiu de ambas na véspera do torneio em virtude de lesão. Ano passado, Rune, hoje 16º do ranking, anunciou sua saída de forma repentina e sequer viajou ao Rio, causando certo mal-estar entre os organizadores. O norueguês Casper Ruud, atual número 12 do ranking, jogou o Rio Open em 2017, quando tinha 18 anos. Ele apareceu no lineup da chave principal em 2022, porém se machucou às vésperas da estreia no torneio. Ultimamente, ele tem dado preferência ao piso duro, mas, a depender da sua performance na terra batida nesta temporada, ele pode aceitar um futuro convite. Tanto Rublev (17º no ranking atualizado) quanto Tsitsipas (42º) são nomes no radar da organização há alguns anos. Mas também dependem de todos esses fatores. A Copa Davis também pode se tornar peça-chave nesse tabuleiro para atrair nomes de peso. Há cinco países sul-americanos na competição nesta temporada: Brasil, Argentina, Equador, Peru e Chile. Caso o sorteio da primeira rodada classificatória, que geralmente acontece no início de fevereiro, colocasse frente a frente um dos países do continente como mandante diante de europeus, isso facilitaria a permanência do jogador alvo para o Rio Open. Neste ano, o evento não deu sorte. Jakub Mensik, 13º do mundo, tinha um contrato apalavrado com a organização. Porém, ele teria que jogar a Copa Davis na América do Sul. O sorteio das chaves, no entanto, colocou a República Tcheca diante da Suécia. — Tínhamos cinco chances, mas demos muito azar. Vamos ver o que vai acontecer ano que vem — afirma Lui Carvalho.