Tatiana Sampaio ganha homenagem com arte urbana em mural de grafiteiro em Uberlândia: 'A maior influenciadora desse país'

Tatiana Sampaio é homenageada em Uberlândia Redes sociais/reprodução Uma imagem de Tatiana Sampaio, cientista que desenvolveu a polilaminina — substância que pode ajudar pessoas com lesões na medula a recuperar total ou parcialmente os movimentos do corpo — foi transformada em arte pelas mãos do grafiteiro Tiago Dequete. A homenagem estampa o muro de um prédio no bairro Martins, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Nas redes sociais, o artista se referiu à Tatiana Sampaio como a “maior influenciadora deste país” ao anunciar a nova obra, que disse ser uma singela homenagem à pesquisadora que "está ajudando muita gente a ficar de pé". Nos comentários, internautas parabenizaram Dequete por dar visibilidade a Tatiana e, consequentemente, à ciência brasileira. “Belíssima homenagem!!! Viva a ciência! Viva as mulheres! Viva a arte!”, comentou uma seguidora do artista. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp A pintura fica na Rua Carmo Gifoni, número 322. Ao lado da figura de Tatiana, Dequete representou a pesquisa pioneira e 100% nacional com elementos como um frasco do medicamento e a estrutura da proteína laminina — em formato de cruz — que, ao se agrupar, dá origem à polilaminina. Entenda mais sobre quem é a Tatiana Sampaio e a pesquisa que ela lidera abaixo. Os seguidores do artista parabenizaram Dequete pela homenagem à Tatiana Sampaio Redes sociais/reprodução Homenagem a personalidades brasileiras Essa não é a primeira vez que Dequete homenageia personalidades brasileiras que levaram o nome do país a patamares mais altos, inclusive no cenário internacional. Em janeiro, o ator Wagner Moura virou arte urbana no Beco do Planalto, espaço artístico a céu aberto, após vencer o Globo de Ouro na categoria de Melhor Ator. Antes dele, outra artista brasileira que elevou o cinema nacional em premiações internacionais também foi retratada por Dequete: Fernanda Torres, que trouxe para o Brasil o Globo de Ouro de Melhor Atriz de Drama, em 2025, por seu papel em Ainda Estou Aqui. Dequete é natural de Belo Horizonte, mas mora em Uberlândia desde 2013, cidade pela qual diz ser apaixonado. O artista colore a cidade com tons de verde, laranja e azul — combinação que se tornou sua marca registrada. Quem bate o olho em uma das obras espalhadas pela cidade logo reconhece: foi feita por Dequete. A arte do grafiteiro não homenageia apenas celebridades ou pessoas de renome nacional. Dequete também retrata pessoas comuns e provoca reflexões sociais, espalhando arte de forma democrática por Uberlândia. Pintura de Dequete em Uberlândia Dequete/Divulgação Quem é Tatiana Sampaio Tatiana Coelho Sampaio é bióloga e chefe do Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ. Desde 1997, a cientista estuda a polilaminina, uma versão derivada da laminina — proteína produzida naturalmente pelo corpo humano — desenvolvida em laboratório. LEIA TAMBÉM: Palestra com Tatiana Sampaio no IFTM de Patrocínio tem vagas esgotadas em 28 minutos No início deste ano, o resultado de quase três décadas de pesquisa se transformou em um medicamento 100% brasileiro, autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a iniciar a fase 1 de estudos clínicos. Antes do início dos testes com a polilaminina, pacientes estão acionando a Justiça em busca do tratamento Reprodução/TV Globo A pesquisa pioneira e 100% nacional Tatiana Sampaio conseguiu produzir em laboratório a polilaminina, uma rede de proteínas que se torna mais escassa no organismo ao longo da vida. O estudo extraiu proteínas de placentas e aplicou a polilaminina em oito pacientes paraplégicos e tetraplégicos. A substância teria sido capaz de recriar conexões entre neurônios no cérebro e o restante do corpo, devolvendo movimentos a seis pacientes. Um deles, que estava paralisado do ombro para baixo, voltou a andar sozinho. A polilaminina é uma versão modificada da laminina, proteína produzida pelo corpo humano Cristália/Via BBC Agora, a polilaminina deixa o ambiente exclusivamente acadêmico e entra na primeira fase de testes para aprovação de um novo medicamento pela Anvisa. Nesta etapa inicial, as equipes vão avaliar a segurança do uso da substância, observando se ela provoca reações adversas. Cinco pessoas com lesão completa da medula espinhal receberão uma única aplicação de polilaminina até 48 horas após o trauma. Segundo o protocolo, elas serão acompanhadas por seis meses. Caso não sejam registradas reações adversas graves, terão início as próximas fases do estudo clínico, que vão avaliar se a polilaminina é, de fato, eficaz para devolver movimentos ao corpo. LEIA TAMBÉM: UFU desenvolve teste rápido de Covid com saliva e IA e resultado pelo celular Pesquisadores da UFU buscam propriedades antivirais da saliva para prevenir contaminação pelo coronavírus Pesquisa de professor da UFU aponta características do solo ártico 'paradas no tempo' reveladas pelo aquecimento global VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas