Com um saldo de 14 vítimas fatais, Juiz de Fora ( MG ) enfrenta as consequências das chuvas intensas que atingem a cidade até a manhã desta terça-feira, 24. O município declarou situação de calamidade pública diante do volume recorde de precipitação registrado neste fevereiro. + Leia mais notícias de Brasil em Oeste Segundo a administração municipal, pelo menos 20 soterramentos ocorreram, enquanto cerca de 440 moradores encontram-se desabrigados. As equipes de emergência atenderam 251 chamados apenas na segunda-feira 23, evidenciando a gravidade dos danos. Medidas de emergência e atuação do poder público A prefeita Margarida Salomão ( PT ) afirmou, em pronunciamento, que as equipes de resgate permanecem mobilizadas pelas ruas. “Estamos buscando salvar a vida de todo mundo”, declarou. Ela suspendeu as aulas nesta terça-feira, 24, e recomendou que a população só saia de casa se necessário. Servidores da prefeitura foram autorizados a trabalhar de forma remota. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Margarida Salomão (@jfmargarida) Margarida explicou que a calamidade permite o acesso a recursos federais e estaduais. “É uma situação extrema que permite medidas extremas”, disse a prefeita. O decreto tem validade de 180 dias. Volume recorde de chuvas e orientações à população O acumulado de chuvas neste mês supera em 270% a média prevista para fevereiro, chegando a 460,4 milímetros até as 10h da segunda-feira, 23, o maior índice já registrado para o período. A prefeitura reforça a orientação para que moradores acionem a Defesa Civil pelo telefone 199 em casos de emergência. Leia também: “Togas fora da lei” , artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 245 da Revista Oeste O post Juiz de Fora decreta calamidade depois de chuvas com 14 mortos e centenas de desabrigados apareceu primeiro em Revista Oeste .