Operação prende ex-goleiro finalista da Libertadores por suspeita de tráfico; outros jogadores também são acusados de envolvimento

A mais recente fase da investigação conhecida como Operação Nexus II revelou um novo suposto complô envolvendo dois ex-jogadores de futebol, um ex-dirigente esportivo e outras cinco pessoas investigadas por tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro no Paraguai. Diretor do FBI celebra ouro dos EUA de hóquei no gelo no vestiário bebendo cerveja e vira alvo de críticas; veja vídeo COI investiga Infantino após evento de Trump; presidente da Fifa usou boné pró-presidente dos EUA Entre os acusados está Víctor Hugo Centurión, ex-goleiro do Club Olimpia, que foi preso sob suspeita de atuar na logística de uma organização criminosa ligada ao uruguaio Sebastián Marset, apontado pelas autoridades como um narcotraficante de alto escalão. Segundo o Ministério Público, Centurión seria responsável por organizar transportes, aeronaves, combustível de aviação e peças para manutenção dos veículos usados pelo grupo. A denúncia afirma ainda que o ex-atleta utilizava sua trajetória no futebol para estabelecer contatos com outros grupos criminosos e negociar grandes remessas de entorpecentes, além de participar de esquemas de movimentação internacional de dinheiro. A operação também resultou na prisão de Luis Miguel Molinas Brítez, conhecido como “Moli”, ex-jogador de futsal do Cerro Porteño. Ele foi detido em Assunção e é apontado como elo entre integrantes da organização dentro e fora da prisão. Outro acusado é Dionisio Manuel Cáceres, ex-diretor esportivo do Rubio Ñu, que está foragido. De acordo com a denúncia, Cáceres teria organizado reuniões para facilitar negociações envolvendo grandes quantidades de drogas, levando Centurión — descrito como “respeitado por ter sido finalista da Libertadores com o Olimpia” — para dar credibilidade às tratativas. Investigadores apontam ainda que os suspeitos viajaram até a cidade de Capitán Bado para encontros com integrantes de outra facção criminosa. Em outro desdobramento, foi preso Julio César Manzur, ex-jogador da seleção paraguaia e medalhista de prata nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004. Manzur também teve passagem pelo Santos Futebol Clube em 2006. Coincidentemente, Manzur foi companheiro de Centurión no Olimpia que chegou à final da Copa Libertadores de 2013. A Operação Nexus II tem como objetivo desarticular uma estrutura de tráfico supostamente liderada por Marset, que atuou no futebol paraguaio em 2021, defendendo o Deportivo Capiatá. Atualmente foragido, o uruguaio é procurado por tráfico e lavagem de dinheiro em diversos países. Também aparece nas investigações o nome de Diego Benítez, ex-dirigente ligado ao Olimpia e apontado como envolvido em esquemas de tráfico internacional. Ele é acusado de conexão com apreensões de toneladas de cocaína em portos europeus e está foragido.