As contas externas do Brasil registraram déficit de US$ 8,4 bilhões em janeiro de 2026, uma diminuição de 16,6% na comparação com os US$ 9,8 bilhões registrados no mesmo período em 2025. Os dados do setor externo foram divulgados nesta terça-feira pelo Banco Central (BC). Nos últimos 12 meses, o déficit acumulado nas contas externas chegou a US$ 67,6 bilhões, o equivalente a 2,92% do PIB, abaixo dos US$ 72,4 bilhões (3,36% do PIB) registrados um ano antes. O dado indica uma menor necessidade de financiamento externo para cobrir as despesas do país com o resto do mundo. Na prática, o déficit nas contas externas significa que o Brasil enviou mais dinheiro para o exterior do que recebeu. As transações correntes consideram três dados: A balança comercial de produtos entre o Brasil e outros países, isto é, as exportações e importações; A balança de serviços das contas externas. É considerado, sobretudo, as compras de brasileiros no exterior, incluindo gastos com importações de serviços financeiros, fretes e aluguel de equipamentos e até gastos de turismo; A renda primária é o terceiro dado e trata das remessas de dinheiro e pagamentos (lucros, juros e dividendos) que as empresas multinacionais, com filial no Brasil, enviam para o exterior. Nesse cálculo, também estão as remessas que empresas brasileiras recebem Em janeiro, a balança comercial somou US$ 3,5 bilhões, um aumento em relação aos US$ 1,4 bilhão registrados no mesmo mês em 2025. O resultado negativo das contas externas foi puxado pelo déficit em renda primária, que aumentou US$1,3 bilhão em janeiro, alcançando US$ 8,3 bilhões. O resultado é 18,7% acima do déficit de US$ 7 bilhões de janeiro de 2025. Um dos fatores que influenciaram a diminuição do déficit em relação a janeiro do ano passado, foi um resultado negativo menor na conta do comércio de serviços entre Brasil e o exterior. O balanço das operações de serviço totalizaram um déficit de US$ 4 bilhões em janeiro, uma redução de 12,8% na comparação com janeiro de 2025. Investimento estrangeiro Enquanto isso, a entrada de investimentos estrangeiros no Brasil segue aumentando, e registrou US$ 8,2 bilhões no mês, acima dos US$ 6,7 bilhões computados em janeiro de 2025.