Arrecadação federal soma R$ 325 bi em janeiro, resultado recorde para o mês

A arrecadação federal somou R$ 325,7 bilhões em janeiro deste ano, segundo divulgado pela Receita Federal hoje. O montante representa a maior entrada de recursos tributários para o mês desde o início da série histórica, em 1995. Foi uma alta de 3,56 % acima da inflação, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O recorde anterior para o mês pertencia à arrecadação registrada no ano passado, que foi de R$ 301 bilhões. Os resultados recordes vêm após o governo ter aprovado uma série de medidas arrecadatórias no Congresso em 2023, como a tributação de fundos exclusivos, as empresas offshore. Também houve mudanças na tributação de incentivos (subvenções) concedidos por estados e retomada na tributação de combustíveis e limitação no pagamento de precatórios (decisões judiciais). A arrecadação é vital para o governo federal, que depende dessas receitas para alcançar a meta do resultado das contas públicas. Neste ano, o Ministério da Fazenda definiu que a meta fiscal será de superávit fiscal de R$ 34 bilhões (0,25% do PIB). Ao GLOBO, o secretário do Tesouro, Rogério Ceron, disse que o governo está focado em atingir a meta estabelecida. — Esse ano estamos focados em atingir o resultado fiscal que está estabelecido, que é desafiador. Estamos convictos que vamos entregar o resultado novamente. Se for necessário, vamos fazer algum ajuste sim, levando às instâncias de decisão, com o presidente Lula — disse Ceron. Segundo a Receita, o resultado recorde de janeiro deste ano também se deve principalmente pelos fatores: Arrecadação de imposto sobre ganho de capital (IRRF Capital). Neste caso, houve arrecadação de R$ 14,6 bilhões, com acréscimo real de 32,56%. Diminuição da taxa de câmbio e do volume em dólar das importações, em relação a janeiro do ano passado. Elevação da arrecadação do IOF, em razão de alteração na legislação do tributo no ano passado. Em janeiro, o tributo rendeu arrecadação de R$ 8 bilhões, com acréscimo real de 49,05%.