Laboratório inédito no PA, Mairi Hip-Hop LAB capacita coletivos de hip-hop com R$ 5 mil por grupo

Mairi Hip-Hop LAB, laboratório inédito reuniu coletivos de cultura hip-hop no Pará. Ana Ribeiro / Divulgação O Mairi Hip-Hop LAB, laboratório inédito para coletivos de cultura hip-hop no Pará, reuniu seis grupos selecionados em imersão formativa em Ananindeua, na região metropolitana de Belém. Idealizado por Renan Rosário e fomentado pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), o projeto ofereceu subsídio financeiro de R$ 5 mil por coletivo e assessoria para planos de ação nos elementos Breaking, DJ, Graffiti e MC. O LAB promoveu mesas temáticas e oficinas sobre produção cultural, acessibilidade, cooperativismo e economia criativa. Entre os convidados, participaram Brigitte Liberté, Bruna BG e Mina Ribeirinha, na programação com apoio da Fundação Cultural do Pará (FCP). O coletivo Selo Aru, de 2020 na região Sul/Sudeste paraense, participou com o projeto Manifesto Urbano, focado em MC/Rap, Breaking, DJ e Graffiti. "Ficamos sabendo do Mairi Hip-Hop LAB pelas redes de articulação do movimento hip-hop, o que nos motivou foi a proposta de imersão, troca de experiências e construção coletiva", diz Amazônico, multiartista e diretor do Selo Aru. "Estando presente no projeto, nos dias 20, 21 e 22, nossa expectativa foi fortalecer conexões, trocar experiências e ampliar diálogos que contribuam diretamente para o crescimento do cenário do hip-hop paraense". Eles planejam usar os R$ 5 mil para "potencializar a oficina Manifesto Urbano, ampliando a capacidade de alcance, qualidade pedagógica e impacto social", investindo em facilitadores, materiais e estrutura para práticas de MC, Breaking, DJ e Graffiti. Desafios e potência do hip-hop "Atuar como produtora cultural independente é enfrentar inúmeros desafios, falta de recursos financeiros, dificuldade de acesso a editais públicos", relata Amazônico sobre o Selo Aru. Ainda assim, elogia o cenário: "O hip-hop paraense vem conquistando cada vez mais espaço no cenário nacional. No Breaking, a cena é sólida. As batalhas de rima crescem a cada ano". Para ele, iniciativas como o LAB são "essenciais para fortalecer a cena hip-hop na região amazônica, promovendo intercâmbios entre territórios". "O hip-hop atua como ferramenta de educação, consciência crítica e protagonismo juvenil", afirma, com recado aos jovens: "Persistam, estudem a cultura e valorizem suas raízes. O Pará tem potência". Projeto de capacitação ofereceu R$ 5 mil por grupo para fomentar cultura Hip Hop no Pará. Ana Ribeiro / Divulgação VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará