Estado decide adiar compra de 200 mil câmeras de segurança; entenda

O governo do estado decidiu adiar a licitação de R$ 2 bilhões para a compra de 200.259 câmeras de videomonitoramento, entre outros produtos, que estava prevista para ocorrer na manhã desta segunda-feira. Os equipamentos fazem parte do projeto Sentinela, lançado em janeiro. O programa prevê a aquisição de câmeras com tecnologia para reconhecimento facial e leitura automatizada de placas de veículos.Ainda não há nova data para a licitação. Caso Marielle: acompanhe o julgamento dos acusados de ordenar e planejar a execução da vereadora Linha do tempo caso Marielle e Anderson: oito anos entre crime, investigações, obstruções e condenações A decisão foi tomada após o conselheiro Rodrigo Melo do Nascimento, do Tribunal de Contas do Estado (TCE), pedir esclarecimentos sobre a compra. Seguindo orientação do corpo técnico, ele cita 15 pontos do edital com potenciais irregularidades. Em um dos itens, o conselheiro questiona a exigência de pagamento antecipado de 75% das despesas com equipamentos que forem comprados no exterior. O entendimento da Corte é que essa quitação antecipada de bens adquiridos no exterior prejudica os concorrentes nacionais, que não teriam o benefício. Rio inicia vacinação contra dengue com novo imunizante do Butantan; veja quem pode tomar o imunizante O corpo técnico do TCE entendeu ainda que, “ao que tudo indica, a decisão foi tomada pela administração após consulta feita a fornecedores potenciais, os quais, por óbvio, possuem interesse em receber o máximo no menor tempo’’. Leia também : o que pode ter provocado a explosão que matou dois trabalhadores em Volta Redonda Em nota, o Palácio Guanabara ressalta que “o projeto foi estruturado com responsabilidade administrativa, rigor técnico e total transparência”. Primeiras câmeras em Copacabana O pano inicial do estado era que, concluída a licitação, os primeiros equipamentos fossem instalados em seis meses, começando por Copacabana e a cidade de Belford Roxo.A análise feita no TCE sustenta ainda que não ficou comprovada, dos pontos de vista técnico e financeiro, a necessidade de compra de um sistema novo, em vez do aluguel dos equipamentos. A alegação do estado, de que não poderia ser feito um estudo antecipado, devido ao ineditismo do projeto e a diferenças de custo e instalação dos equipamentos nos 92 municípios fluminenses, também foi contestada. “Exatamente por conta das grandes dimensões do programa, com impactos diretos na complexidade técnico-administrativa, é que estudos robustos deveriam ser elaborados’’, argumentou a coordenadoria de Segurança Pública do TCE, no processo que fundamentou o voto do conselheiro. Os técnicos do tribunal também não identificaram com clareza a origem dos recursos para o projeto, como exige a licitação. Além disso, questiona a opção por pregão eletrônico, em vez de uma concorrência pública