Lucinha Nobre, uma das maiores porta-bandeiras da história do carnaval, anuncia aposentadoria do posto

Uma das maiores porta-bandeiras da história do carnaval, Lucinha Nobre, de 50 anos e com mais de três décadas de Sapucaí, anunciou que está se aposentando do posto. A informação foi publicada em seu perfil do Instagram na tarde desta terça-feira. Um vídeo, com um som emotivo de fundo e imagens da sambista em ação na avenida e na vida, traz uma carta em que ela demonstra orgulho de trajetória e a maturidade de sua decisão. Grupo de Avaliação: Casa de Malandro e Difícil é o Nome são campeãs e vão desfilar no ano que vem na Série Bronze Caso Marielle: Quais podem ser as penas para os mandantes? Initial plugin text "A gente sabe quando é a ultima vez, e o meu coração já sabia que era a hora de parar. Quando olhei para aquela roupa, a roupa mais linda que já vesti na minha vida, notei que era um presente celebrar mais de 40 desfiles. Me sinto grata, tranquila e realizada por essa brilhante carreira. Por ser, atualmente, a porta-bandeira que mais passou pela avenida", disse. Seu último desfile foi pela Unidos da Tijuca, no dia 17, escola em que teve duas passagens, somando mais de dez anos. Mas a sambista figurou no quadro de diversas outras, como Portela, Estácio de Sá, Porto da Pedra, Mocidade Independente de Padre Miguel e Inocentes de Belford Roxo. É uma porta-bandeira premiada. Ostenta seis Estandartes de Ouro, um dos prêmios mais tradicionais e respeitados do carnaval carioca, promovido pelos jornais O GLOBO e Extra. E conquistou três títulos e quatro vice-campeonatos. Seu último parceiro foi Matheus André. Antes, encantou a Sapucaí ao lado de nomes como Diego Jesus, Rogério Dornelles, Marlon Lamar, Bira e Alexandre. Apesar da aposentadoria, ela promete que não se afastará do universo do carnaval. "Me despeço da função de porta-bandeira, mas jamais me despedirei do carnaval. O carnaval mora em mim! Estarei sempre fazendo parte, como benemérita escolhida no primeiro grupo de sambistas da Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba). Como foliã, participante ou como essa grande festa desejar. O carnaval fez morada em mim, porque quem faz do samba a sua vida nunca se despede. Apenas se transforma", pontuou.