Chapa 'metropolitana' do PL repete tática de Garotinho em 1998 contra o candidato da capital Eduardo Paes no RJ

Chapa metropolitana do PL testa tática de Garotinho contra o candidato da capital Eduardo Paes no RJ O anúncio da pré-candidatura de Douglas Ruas (PL) ao governo do Rio lembra o cenário da histórica disputa entre César Maia e Anthony Garotinho nas eleições de 1998. Naquele ano, a disputa foi entre a capital (César era prefeito do Rio), contra Região Metropolitana e interior, representados por Garotinho, ex-prefeito de Campos e com forte penetração na Baixada. A composição da chapa de Douglas Ruas, filho do prefeito de São Gonçalo, com o vice Rogério Lisboa (PP), de Nova Iguaçu, é uma aposta 100% na região metropolitana. Coisa que Garotinho não fez. Ele tinha uma vice da capital: Benedita da Silva. Já César Maia cometeu um erroo que lhe vcustou a eleição, vencida por Garotinho: montou uma chapa puro-sangue da capital. Seu vice , Gilberto Ramos, não tinha densidade eleitoral. Eduardo Paes fez movimentos para não ter uma chapa exclusivamente Cidade Maravilhosa. Chamou para vice a irmã de Washington Reis, cacique político da Baixada. O clã Reis e evangélico, questão religiosa que Maia não tratou. Garotinho se converteu numa campanha eleitoral e sua vice Benedita também era evangélica. Douglas Ruas Reprodução/Governo do Rio de Janeiro Senado e o 'bolsonarismo raiz' O que chama atenção na montagem do PL é a chapa para o Senado, com Cláudio Castro (PL) e Marcio Canella (União). O clã Bolsonaro tem o Senado como prioridade para votar o impeachment de ministros do STF, mas os nomes escolhidos no Rio não são bolsonaristas raiz. Castro costuma dizer que, uma vez senador, não enfrentaria ministros da Corte. Já Canella, prefeito de Belford Roxo, é um nome do centrão clássico. Não há garantias de que esse perfil vá enfrentar o STF. Muita água ainda vai rolar. O julgamento no TSE pode deixar Cláudio Castro inelegível, aumentando a cobiça por vaga na chapa para o Senado. Mas há outra variável peculiar do Rio: operações da polícia. Com investigações em curso sobre TH Jóias, com o sigilo do presidente da Alerj além de RioPrevidência e Refit não se pode ser descartar uma operação da Polícia Federal embaralhei as pecas. Não seria uma operação eleitoreira, mas a consequência de apurações que já estão sendo feitas. Esse cenário pode impactar diretamente o tabuleiro eleitoral nos próximos meses.