Depois que a prefeitura promoveu uma série de mudanças na estrutura da Guarda Municipal (GM), a Coordenação-Geral de Controle de Armas de Fogo da Superintendência da Polícia Federal do Rio autorizou a celebração do Termo de Adesão e Compromisso (TAD), para permitir que a Força Municipal, divisão de elite da GM, possa trabalhar portando armas. A informação foi antecipada pela coluna de Lauro Jardim em O GLOBO. O vice-prefeito Eduardo Cavaliere disse que está mantido o cronograma que prevê que os primeiros 600 agentes comecem a trabalhar nas ruas ainda em março, logo após a cerimônia de formatura, que deverá ocorrer até a semana que vem: Caso Marielle: acompanhe o julgamento dos acusados de ordenar e planejar a execução da vereadora Choro, reza e presença de familiares de vítima e acusados no mesmo ambiente: o caso Marielle no STF —A proposta é iniciar o patrulhamento nas ruas logo após a formatura dos 600 agentes que foram treinados pela Policia Rodoviária Federal (PRF) nos últimos meses. Vamos agendar a formatura para assim que o TAD for assinado entre a prefeitura e o superintendente da PF no Rio (Fábio Galvão) — explicou Cavaliere. Adeus: Lucinha Nobre, uma das maiores porta-bandeiras da história do carnaval, anuncia aposentadoria do posto Os agentes vão atuar em corredores centrais dos bairros, na prevenção a pequenos delitos como roubos e furtos. Eles não vão participar de operações policiais, como a ocupação de comunidades pois a ideia é que eles exerçam uma atividade preventiva na segurança pública. Em um primeiro momento, a PF emitiu parecer contrário a autorização do porte de arma porque diretrizes estabelecidas para a Força Municipal contrariavam o Estatuto Nacional das Guardas Municipal. A prefeitura teve que rever por decreto, por exemplo, um dispositivo que permitia armar agetes temporários, que agora só poderão ser contratados para serviços burocráticos. Outra mudança, prevista também em decreto foi na chefia da tropa, que até segunda-feira era comandada pelo delegado Brenno Carnevale. A GM Aimée De La Torre, funcionária de carreira, foi nomeada ontem diretora-geral, seguindo o que determina o estatuto. A Força Municipal vai estar vinculada a recém-criada Secretaria Especial de Segurança Urbana, para a qual Carnevale foi deslocado. O parecer porém deixa claro que o oTAD deverá conter cláusula expressa vinculando o armamento à redação atual do decreto. Qualquer mudança na norma obrigará o município a submeter novamente o termo à análise da PF.