Neste 24 de fevereiro, Dia da Conquista do Voto Feminino no Brasil, o Ministério da Igualdade Racial (MIR) destaca a importância da data como marco histórico para a democracia e a ampliação da presença de mulheres em espaços de decisão. Como instrumento de fortalecimento da participação das mulheres no sistema eleitoral, o MIR, em parceria com o Senado Federal e o Ministério das Mulheres, disponibiliza em seu site o Guia Eleitoral para Mulheres e Pessoas Negras. O material reúne orientações e informações sobre todo o processo eleitoral, incluindo a pré-campanha e a campanha, e explica formas específicas de violência política de gênero. Além disso, o guia orienta sobre os direitos e deveres das pessoas candidatas, bem como a conduta das pessoas eleitoras, casos de violência política de gênero e fraudes às cotas de gênero. A iniciativa busca ampliar o acesso à informação e contribuir para uma participação mais segura, consciente e igualitária no processo democrático. Por meio do guia, o Ministério reforça a importância da representatividade não apenas no exercício do direito ao voto, mas na garantia da participação das mulheres como candidatas, em um ambiente seguro e democrático. Ao elencar as formas de violência política de gênero, o guia traz cuidados para denúncia e maneiras de proteção para as candidatas. A diretora de Políticas de Ações Afirmativas do MIR, Marcilene Garcia, ressalta a importância do aumento da participação das mulheres na política e em espaços de poder. "Enfatizo a necessidade emergencial de ampliar a participação das mulheres na política e nos espaços de poder, com atenção especial às mulheres negras, considerando suas interseccionalidades", afirma. Ela ainda acrescenta que o fortalecimento institucional é fundamental para este processo. "As ações afirmativas voltadas às candidaturas femininas e às mulheres negras precisam ser fortalecidas pelas instituições como estratégias reais e concretas de fortalecimento da democracia", concluiu. A data celebra um marco na democracia brasileira, representando a conquista e o reconhecimento do direito das mulheres ao voto. Oficializada em 24 de fevereiro de 1932, com a promulgação do Código Eleitoral, a conquista do voto feminino foi resultado da mobilização de mulheres e organizações sufragistas que reivindicavam o reconhecimento de seus direitos políticos. O direito, inicialmente incorporado de forma facultativa pela Constituição de 1934, passou a ser obrigatório em 1965, sendo equiparado ao dos homens.