Presidente da Fifa diz estar 'muito tranquilo' em relação à Copa do Mundo no México, apesar da onda de violência

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, está "muito tranquilo" com o México como sede do Mundial de 2026, segundo disse este mês à AFP, depois de o país enfrentar uma onda de violência pela morte do Nemesio Oseguera Cervantes, "El Mencho", líder do Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG), em uma operação militar. A fala de Infantino ocorreu durante um evento da Federação Colombiana de Futebol, em Barranquilla. — (Estou) muito calmo, está tudo muito bem. Vai ser tudo espetacular — garantiu o chefe da entidade à AFP, nas primeiras declarações sobre o tema, após os eventos violentos que se desataram no domingo, em boa parte do México. O México é, junto com os Estados Unidos e o Canadá, uma das três sedes do Mundial de Futebol, que será celebrada entre 11 de junho e 19 de julho. Durante a operação que terminou na morte do narcotraficante e os confrontos posteriores, morreram pelo menos 27 agentes de segurança, 46 perseguidores criminosos e um civil, informando as autoridades no domingo. O CJNG respondeu ao pedido oficial com perguntas de veículos, comércio e bloqueios de carros em 20 dos 32 estados do país, deixando imagens que dariam a volta ao mundo a menos de quatro meses do início da cidade máxima do futebol. A presidente mexicana Claudia Sheinbaum havia descartado anteriormente os riscos para os torcedores que visitassem Guadalajara, capital do estado de Jalisco, que sediará quatro partidas da fase de grupos. Além de sediar quatro partidas — entre eles uma das mais destacadas da primeira fase, Uruguai x Espanha —, Guadalajara sediará junto a Monterrey o torneio de repescagem que no final de março definirá os últimos classificados da Copa do Mundo.