Argentina detecta surto de gripe aviária e suspende suas exportações do setor

Autoridades sanitárias da Argentina detectaram um surto de gripe aviária em uma criação de um estabelecimento da província de Buenos Aires, motivo pelo qual, a partir desta terça-feira, as exportações do setor de carnes de aves e ovos do país foram temporariamente suspensas. A informação foi divulgada pelo Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (Senasa) depois que, na segunda-feira, foi confirmado um caso de influenza aviária altamente patogênica (IAAP) H5 em aves de criação na localidade de Ranchos, a 120 quilômetros a sudoeste da capital argentina. A detecção colocou em marcha um plano de contingência com isolamento, desinfecção e sacrifício das aves, cuja quantidade não foi informada. O governo notificou o caso à Organização Mundial de Sanidade Animal (OMSA) e suspendeu temporariamente as exportações de todos os produtos avícolas para os países com os quais mantém acordos sob o status de livres da doença. Os principais destinos das exportações argentinas do setor são China, África do Sul, Chile e Hong Kong. No entanto, a produção destinada ao mercado interno continuará normalmente, já que a influenza aviária não é transmitida pelo consumo de carne de aves nem de ovos, informou o Senasa. O último surto havia ocorrido em agosto passado em outro estabelecimento comercial da província de Buenos Aires, o que também levou à suspensão das exportações, retomadas em outubro. A Argentina registrou um aumento anual de 8% nas exportações de carne de frango no último período contabilizado (janeiro a agosto de 2025), com um volume de 112 mil toneladas que geraram US$ 155 milhões, segundo dados oficiais. Emergência no Uruguai No vizinho Uruguai, o Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca (MGAP) declarou nesta terça-feira emergência sanitária após detectar influenza aviária H5 em fauna silvestre em Canelones, Maldonado e Rocha, no sul e no leste do país. A declaração de emergência, que busca reduzir o risco de propagação para a produção avícola, proíbe a movimentação de aves de criação e a realização de feiras, leilões e exposições relacionadas ao setor em todo o país. Além disso, reforça as orientações de biossegurança, incluindo maiores controles e o aumento da proteção nos galinheiros para evitar o contato da produção com aves silvestres.