Cidade que 'cresce sozinha' na Lua? Entenda o novo plano de Elon Musk para os próximos 10 anos

Uma cidade capaz de se expandir gradualmente na Lua, construída com recursos do próprio satélite natural da Terra, é a nova visão apresentada por Elon Musk para o futuro da exploração espacial. Em uma publicação recente nas redes sociais, o empresário afirmou que a SpaceX passou a priorizar a criação de um assentamento lunar que poderia surgir em menos de dez anos. Centros de dados com inteligência artificial chegarão ao espaço em menos de 2 anos e meio, segundo Elon Musk Dinheiro traz felicidade? Elon Musk, homem mais rico do mundo, desabafa na própria social: 'não'. Segundo informações divulgadas pela BBC News, Musk afirmou que a estratégia mudou porque chegar à Lua seria logisticamente mais rápido do que colonizar Marte. Em sua postagem, ele disse que missões lunares podem ser lançadas com muito mais frequência e levar apenas alguns dias de viagem, enquanto as janelas de lançamento para Marte ocorrem a cada 26 meses e exigem cerca de seis meses de deslocamento. Plano ainda é uma visão Ainda de acordo com a BBC, não existe até agora um plano técnico detalhado para a chamada cidade que “cresce sozinha”. A ideia seria iniciar um assentamento humano capaz de se expandir progressivamente, utilizando materiais disponíveis na própria Lua para produzir recursos como oxigênio, água e estruturas de construção. Especialistas ouvidos pela emissora afirmam que o conceito não é necessariamente ficção científica, mas envolve desafios significativos. O professor Sungwoo Lim, da Universidade de Surrey, explicou que processos para extrair recursos do solo lunar já são conhecidos na Terra, embora ainda precisem ser testados em condições reais do ambiente lunar, marcado por temperaturas extremas, poeira fina e baixa gravidade. A proximidade da Lua também é vista por pesquisadores como uma vantagem estratégica. Ugur Guven, da Universidade GD Goenka, destacou que missões de emergência ou reabastecimento poderiam chegar em poucos dias, o que tornaria uma base inicial mais viável do que uma instalação em Marte. Apesar disso, cientistas alertam que uma cidade totalmente autossustentável ainda está distante. Sistemas fechados de produção de alimentos e reciclagem completa de recursos podem levar décadas para se tornar realidade. A expectativa mais plausível, segundo especialistas, seria o surgimento de pequenos postos avançados capazes de produzir parte do próprio oxigênio e talvez extrair água. A discussão ocorre em um momento de crescente disputa internacional pela exploração lunar. Os Estados Unidos buscam retornar à superfície da Lua nesta década, enquanto a China também amplia seus projetos no setor. A última vez que astronautas caminharam no satélite foi em 1972, durante a missão Apollo 17 da Nasa. Mesmo com o novo foco, Musk afirmou que o objetivo final de levar humanos a Marte continua nos planos da SpaceX. A experiência obtida com bases lunares, segundo pesquisadores, poderia servir como etapa intermediária para missões mais longas rumo ao planeta vermelho.