Brasil atrai data centers com energia limpa A Câmara dos Deputados aprovou na madrugada desta quarta-feira (25) o projeto de lei que isenta de imposto de importação os equipamentos utilizados na fabricação de data centers e que zera os tributos sobre a exportação de serviços do setor. O projeto, apresentado pelo líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), substituiu medida provisória de autoria do governo federal. A proposta tem como objetivo atrair empresas de data centers para o país, um mercado em expansão em todo o mundo. Texto segue agora para o Senado Federal. O data center ("centro de dados", em inglês) é um local que armazena e processa informações. Entre os tipos, estão os de nuvem (cloud), que operam serviços online, e os de inteligência artificial, que treinam modelos de linguagem complexos. As empresas deverão aderir ao Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (REDATA) para ter acesso aos benefícios tributários. Para isso, precisarão cumprir algumas exigências. Tais como: fornecer para o mercado interno ao menos 10% do processamento; investir ao menos 2% do valor dos produtos adquiridos no mercado interno ou no exterior, com as isenções previstas no REDATA, em projetos de pesquisa e de inovação da indústria digital. Sustentabilidade Um dos pilares do programa também é a sustentabilidade. As empresas que entrarem no programa deverão publicar relatórios de sustentabilidade de suas instalações. Os relatórios deverão conter o Índice de Eficiência Hídrica (WUE) e as fontes de energia elétrica utilizadas para atender a totalidade da sua demanda. O REDATA também exige que apenas fontes limpas ou renováveis de energia sejam utilizadas para o fornecimento de energia elétrica dos data centers. Data centers são grandes consumidores de energia por conta da necessidade de refrigeração constante desses locais, que esquentam mais diante do alto volume de processamento de dados realizados por seus aparelhos. Entenda mais sobre o consumo de energia e água por data centers nesta reportagem do g1.