Japão anuncia envio de mísseis a ilha próxima de Taiwan até 2031 e amplia tensão com China

O Japão planeja implantar mísseis terra-ar de médio alcance na ilha de Yonaguni, a apenas 110 quilômetros de Taiwan, até março de 2031. O cronograma foi confirmado pelo ministro da Defesa, Shinjiro Koizumi, em meio à escalada de tensões entre Tóquio e Pequim. Presidente do Palácio de Versalhes assumirá o Louvre após renúncia de Laurence des Cars Reviravolta arqueológica: estudo revela o que pode ter dizimado a civilização maia há 1.200 anos É a primeira vez que o governo japonês detalha um prazo para o destacamento do sistema na ilha mais ocidental do país, cujo reforço militar foi anunciado em 2022. A movimentação ocorre em um cenário de crescente pressão da China sobre Taiwan, território autogovernado que Pequim considera parte de sua soberania. Localizada no arquipélago de Okinawa, Yonaguni tornou-se, ao longo da última década, um posto avançado estratégico. Atualmente, cerca de 160 integrantes das Forças de Autodefesa do Japão atuam na ilha, que realiza operações de vigilância costeira. Segundo Koizumi, a unidade será equipada com mísseis capazes de interceptar aeronaves e projéteis inimigos. O sistema, de fabricação japonesa, tem alcance aproximado de 50 quilômetros, rotação de 360 graus e capacidade para rastrear até 100 alvos simultaneamente, podendo engajar até 12 de uma só vez. O ministro afirmou que o plano prevê a conclusão da implantação no ano fiscal de 2030, encerrado em março de 2031, embora o calendário possa sofrer ajustes conforme o avanço das obras de infraestrutura na ilha. Antes disso, no ano fiscal de 2026, está prevista a instalação de uma unidade de guerra eletrônica com capacidade para interferir em comunicações e radares inimigos — ampliando o caráter dissuasório da presença japonesa na região. A China ainda não comentou oficialmente o novo cronograma. Em novembro, quando Koizumi visitou Yonaguni, Pequim acusou o Japão de “criar tensão regional e provocar confronto militar”. Dias depois, drones chineses sobrevoaram a ilha, levando Tóquio a enviar caças para monitoramento. As relações bilaterais se deterioraram após declarações da primeira-ministra Sanae Takaichi, que indicou no Parlamento que o Japão poderia acionar suas forças de autodefesa em caso de ataque a Taiwan. A fala foi interpretada por Pequim como alinhamento direto à estratégia dos Estados Unidos na região. Desde então, a China intensificou medidas de pressão, incluindo restrições à exportação de terras raras, limitações ao turismo chinês no Japão e sanções a 20 empresas e entidades japonesas sob alegação de segurança nacional.