Governo tem superávit de R$ 86,9 bilhões em janeiro e despesas crescem 3%

As contas do governo central fecharam o mês de janeiro com um superávit de R$ 86,9 bilhões, informou nesta quarta-feira o Tesouro Nacional. Houve pequena piora na comparação com o mesmo período do ano passado (R$ 88,9 bilhões, corrigido pela inflação), devido à alta de despesas registradas neste mês. O superávit acontece quando as receitas com tributos e impostos do governo são maiores que suas despesas. O déficit é o contrário, quando as despesas superam as receitas. Este resultado positivo acontece com a maior arrecadação federal já registrada para todos os meses da série histórica iniciada em 1995. Em janeiro, o governo arrecadou R$ 325 bilhões, o maior valor em 32 anos. No entanto, o crescimento do lado das despesas impediu que o resultado positivo fosse maior do que o registrado. Segundo o Tesouro, houve uma alta real de 2,9% em janeiro, somando R$ 185,89 bilhões. O Tesouro aponta que este aumento foi puxado pelas despesas com benefícios previdenciários (+R$ 4 bilhões) e com pessoal e encargos sociais (+R$ 3,3 bilhões). Estas altas refletem os reajustes do salário-mínimo aplicados neste início de ano, que impactam sobre estas despesas. A receita líquida (o total das receitas obtidas pelo governo, subtraído pelas transferências constitucionais obrigatórias para estados e municípios) teve um crescimento menor no mês, de 1,2%. O resultado das contas é importante para o cumprimento da meta das contas públicas do governo. Neste ano, o Ministério da Fazenda definiu que a meta fiscal será de superávit fiscal de R$ 34 bilhões (0,25% do PIB). No ano passado, o governo registrou um déficit de R$ 61,7 bilhões. Este número, no entanto, considera despesas não contabilizadas da meta fiscal. Com as deduções, houve um déficit de R$ 13 bilhões, dentro do intervalo estabelecido.