O senador Eduardo Girão (Novo-CE) cobrou, em discurso no Plenário do Senado, a abertura imediata da CPI do Banco Master e o andamento de pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A manifestação ocorreu na reabertura dos trabalhos presenciais da Casa em 2026, nesta terça-feira, 24. + Leia mais notícias de Política em Oeste O senador disse que a CPI do Master já conta com 51 assinaturas, número superior à maioria absoluta dos 81 senadores. “Precisamos dar uma resposta imediata à sociedade e abrir a CPI”, declarou. Segundo ele, a comissão é “inegociável”. “Precisamos e temos este dever.” https://twitter.com/EduGiraoOficial/status/2026425796714184880 Senador critica articulação do CPI do Master no Congresso Durante o discurso, Girão mencionou a possibilidade de um acordo político entre a votação do Projeto de Lei da Dosimetria e a instalação da CPI do Master. “Se tiver, não contem comigo”, declarou. Reportagem do jornal Folha de S.Paulo revelou que líderes do Senado e da Câmara dos Deputados querem sepultar a instalação da CPI do Master em troca da análise do PL da Dosimetria. De acordo com a publicação , a análise dos vetos ao projeto depende do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que precisaria convocar sessão conjunta de senadores e deputados. É nesse tipo de sessão que o presidente da Casa Alta lê requerimentos para instalação de CPIs. Desde a abertura do ano legislativo, segundo a reportagem, Alcolumbre busca adiar a sessão. O PL da Dosimetria tem como objetivo reduzir o tempo de pena dos condenados pelos atos de 8 de janeiro. A proposta reduziria o tempo de regime fechado do ex-presidente Jair Bolsonaro, cuja pena estabelecida atualmente é de 6 a 8 anos. Se o texto avançar sem vetos, a pena cairia para até 2 anos e 4 meses. Para manter o veto presidencial , o presidente Luiz Inácio Lula da Silva precisaria do apoio de 257 deputados e 41 senadores. Na Câmara, 291 deputados aprovaram o texto inicial. No Senado, houve 48 votos favoráveis. Girão defende impeachment de ministros Ao final de seu discurso, o senador defendeu o andamento de pedidos de impeachment de ministros do STF e afirmou que “chegou a hora”. “Há o caso do Toffoli, o caso do Alexandre de Moraes, são 129 milhões de razões para agirmos.” Girão também mencionou a CPI do Crime Organizado. Segundo ele, alguns requerimentos não teriam sido incluídos na pauta, entre eles o de convocação de Viviane Barci , mulher de Moraes. “Foram R$ 129 milhões com o Banco Master, um contrato que não existe em nenhum lugar do mundo”, afirmou. Ele disse ainda que pediu quebra de sigilo relacionada ao caso. Leia também: “Togas fora da lei” , artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 245 da Revista Oeste O post Girão cobra abertura de CPI do Master: ‘129 milhões de razões’ apareceu primeiro em Revista Oeste .