Resident Evil: Requiem vale o hype e entrega tensão do início ao fim | Review

Resident Evil: Requiem é o novo lançamento da aclamada saga de terror da Capcom. Protagonizado por Grace Ashcroft e com o retorno de Leon S. Kennedy, o título faz jus à franquia clássica e entrega tensão do início ao fim. Para isso, os desenvolvedores apostaram em um sistema de câmeras que entrega medo e ação na medida certa. Ao controlar a oficial do FBI, por exemplo, é recomendada a visão em primeira pessoa, responsável por elevar até a última potência a sensação de que o mal cerca a personagem. Já no caso do antigo protagonista, a escolha pela terceira pessoa entrega cenas de combate que somente um sobrevivente do incidente de Raccoon City poderia experienciar. O vilão Victor Gideon é outro ponto alto do jogo. A construção do personagem tem um pace bem desenvolvido, que evolui conforme o jogador avança no game. O aspecto clínico e ameaçador do antagonista não se dá somente por sua aparência cadavérica, com óculos de proteção peculiares. Já nas primeiras cenas envolvendo o cientista e Grace, fica clara a intenção maléfica, que culminou inclusive na morte da mãe da personagem principal. Com lançamento no dia 27 de fevereiro de 2026, Resident Evil: Requiem é um jogaço que o TechTudo pôde testar de maneira antecipada. Confira, a seguir, as impressões completas do game, disponível para PlayStation 5 (PS5), Xbox Series X, Xbox Series S, Nintendo Switch 2 e PC pelas lojas digitais Epic Games Store por R$ 339,90 e Steam por R$ 299,90. Resident Evil: 15 jogos da franquia ranqueados do pior ao melhor ➡️ Canal do TechTudo no WhatsApp: acompanhe as principais notícias, tutoriais e reviews Resident Evil: Requiem | Review Arte/TechTudo Quais são os 10 melhores jogos na sua opinião? Comente no Fórum do TechTudo Initial plugin text Resident Evil: Requiem vale o hype e entrega tensão do início ao fim | Review Resident Evil: Requiem vale a pena? História de Resident Evil: Requiem Gameplay com Grace é assustadora, como deveria ser Leon se imortaliza ainda mais na franquia Enigmas bem trabalhados tornam o Requiem um puzzle brilhante Gráficos são bons, mas texturas chamam atenção Resident Evil: Requiem vale a pena? Resident Evil: Requiem é um baita jogo. Assumo que estava afastado da franquia há muitos anos e esse meu primeiro contato desde Resident Evil 5 me surpreendeu. Requiem consegue resgatar os elementos clássicos da saga de terror e traz tensão desde os primeiros segundos. A escolha dos protagonistas também é um grande acerto, apesar de, em muitos momentos, me dar aflição controlar Grace. Isso acontece devido à escolha das câmeras, que podem ser alteradas a qualquer momento pelos usuários (mas não indico que o façam), e ao fato de Grace estar em suas primeiras missões pelo FBI. Ao controlar a personagem, a todo momento é possível notar a respiração pesada e pequenos gemidos que mostram como aquela situação é assustadora e trazem um aspecto claustrofóbico para o game. O título não assusta pelos jumpscares, mas sim por um terror psicológico, combinado com primor nos puzzles, que exigem raciocínio para serem finalizados. Tomei diversos sustos jogando com ela. Previsto para fevereiro, Resident Evil Requiem é um dos lançamentos mais aguardados para 2026 Divulgação/Capcom Jogar com Leon, por outro lado, é um respiro em meio a uma gameplay pesada. Ele claramente é mais experiente e controla as armas com muito mais facilidade do que Grace. O recuo dos tiros é menor, e até a própria mira é mais certeira. Além de tudo, existe o elemento da nostalgia, que praticamente preenche a tela. São detalhes que tornam o game extremamente rico e profundo. A história também é um acerto e instiga o jogador ao trazer um mistério: qual é a relação entre Grace e o vilão Victor Gideon? O tema cresce ao longo da trama e promete uma forte revelação. Resident Evil: Requiem vale o hype, e não é loucura cotar o título para o prêmio de Melhor Jogo do Ano durante o The Game Awards 2026. História de Resident Evil: Requiem Resident Evil: Requiem se passa quase três décadas após os acontecimentos de Resident Evil 2 Remake, quando o governo lançou um ataque de mísseis para esterilizar Raccoon City, que havia sido tomada por zumbis. Nesse contexto, o game nos apresenta uma nova personagem, Grace Ashcroft, agente do FBI enviada para investigar uma série de mortes suspeitas. Todas as vítimas são sobreviventes do ocorrido na cidade e apresentam uma marca misteriosa. Um agravante na investigação da jovem, contudo, está no local do crime: um antigo hotel onde a mãe de Grace foi executada em sua frente, oito anos antes. Para além das memórias arrepiantes, o lugar é infestado por um ar sombrio e assustador, perceptível até mesmo pela respiração pesada da personagem. É lá que a protagonista se depara com a primeira transformação de um ser humano saudável em zumbi, problema que a acompanhará por toda a trama. Dr. Victor Gideon no trailer de Resident Evil: Requiem Reprodução/Capcom Na tentativa de fuga, Grace se depara pela primeira vez com o doutor Victor Gideon, que demonstra à jovem que a relação entre os dois havia começado muito antes do que ela imaginava, culminando posteriormente em seu sequestro. Em paralelo, Leon é enviado para investigar justamente o cientista, que possui laços com a antiga companhia Umbrella. O doutor adquiriu um prédio desativado da falida empresa e o transformou em laboratório, onde pretende finalizar antigos projetos, incluindo um que envolve a disseminação do T-Vírus, já conhecido pelos fãs da franquia. Leon também tem interesse nessa pesquisa, principalmente após ter sido contaminado por ela. Gameplay com Grace é assustadora, como deveria ser Resident Evil: Requiem é um jogo de terror. Isso deveria ser suficiente para os desenvolvedores apostarem em uma gameplay tensa, onde cada passo dado importa e o stealth é crucial. E é justamente isso o que acontece. Posso parecer repetitivo, mas a escolha da câmera em primeira pessoa para Grace é muito acertada. Jogar com ela é tenso. Tenso demais. Ao entrar em um ambiente, a personagem emite sons que demonstram seu medo. O controle da arma é complicado e mostra que, apesar de ser uma agente do FBI, ela ainda não é perita ao atirar. Isso fica claro pela necessidade de dar muitos tiros para matar um zumbi com ela, algo que pode ser evoluído com o tempo. Acredito que a equipe de desenvolvimento conseguiu transparecer exatamente o que desejava com a criação de Grace, e assumo que todo esse cenário foi responsável pelos maiores sustos que já tive jogando videogame. Em Resident Evil: Requiem é possível escolher entre visão em primeira ou terceira pessoa Divulgação/Capcom Os enigmas e puzzles que a personagem precisa enfrentar nas primeiras horas de gameplay mostram que o game não está de brincadeira. Em diversos momentos pensei que talvez precisasse diminuir um pouco a dificuldade. E tudo ainda se torna mais desafiador quando é necessário equilibrar o gasto de suprimentos, que não são abundantes. Todos os aspectos do game são pensados para tornar a narrativa fluida e premiam o jogador insistente, que busca resolver tudo na manha. Assumo que Grace não é minha personagem favorita, mesmo que passemos a maior parte do primeiro arco do jogo controlando-a. De todo modo, entendo o valor dela para tornar esse título único, e certamente se tornará uma das personagens memoráveis da franquia, que já imortalizou tantos protagonistas. Leon se imortaliza ainda mais na franquia Em paralelo com o jeito frágil de Grace, Leon volta à franquia como um grande personagem. Ele claramente está mais forte e experiente, e tudo que envolve sua gameplay reforça isso. A ideia de diferenciar as câmeras, alternando entre primeira e terceira pessoa conforme o personagem, é justamente dar esse ar de ação para Leon. E isso de fato acontece. Leon é destemido e vai para cima dos zumbis com armas poderosas, capazes de exterminar inimigos com apenas um tiro. É muito gratificante, após horas de stealth com Grace, poder extrapolar e direcionar toda a tensão adquirida momentos antes para a destruição promovida pela mira do personagem. Sem sombra de dúvidas, um respiro na gameplay, que consegue equilibrar horas de diversão e medo com essa dualidade. Para além da gameplay com Leon, a história que o envolve é interessante e deixa sempre no ar aquele suspense sobre o que pode acontecer com o protagonista. Fique tranquilo, sem spoilers por aqui. Resident Evil: Requiem traz de volta Leon S. Kennedy com gameplay estilo RE4 Remake e apresenta Grace com gameplay de terror como RE7 Divulgação/Capcom Enigmas bem trabalhados tornam o Requiem um puzzle brilhante Vamos lá. Resident Evil: Requiem é brilhante nos puzzles e enigmas que traz para o jogador. Além disso, os monstros são muito legais de serem derrotados e, muitas vezes, driblados. O primeiro grande vilão, para além de Victor Gideon, é uma gigante com medo de luz. É preciso muita calma para saber exatamente qual caminho usar para evitar cenas no mínimo chocantes de Grace sendo despedaçada. Não tenha vergonha de correr de desespero ao se deparar com ela, mas saiba planejar sua rota para um local iluminado e assim garantir uma sobrevida até o próximo encontro inesperado. Os puzzles são mostrados ao usuário a partir de objetos que são encontrados durante toda a jornada e que, em um primeiro momento, podem não ter muita atenção do usuário, mas se mostram extremamente importantes em um momento posterior. Um exemplo foi uma caixa de orgãos sintéticos que encontrei em uma garagem. Aquilo era no mínimo estranho, mas se mostrou vital para eu poder avançar no game. Leon tem acesso a uma nova machadinha para se defender em Resident Evil: Requiem que funciona como sua faca em RE4 Remake Divulgação/Capcom Os mistérios que envolvem o título são bem produzidos. Qual é o nível de proximidade de Grace com Gideon? Leon está doente, mas como isso poderá afetá-lo mais para frente no game? Muitas perguntas respondidas gradualmente, em uma narrativa gostosa de presenciar. Por fim, a pergunta mais fundamental. Grace encontra uma menina cega durante os primeiros momentos do game, que está trancada em uma cela. Quem é ela, e por que ela está lá? Bem, acredito que os desenvolvedores guardaram um espacinho importante para a garota nessa narrativa instigante. Gráficos são bons, mas texturas chamam atenção Um ponto que sempre me chama a atenção em jogos está nos gráficos. Sinto que Resident Evil: Requiem é um jogo lançado na geração do PS5, mas que poderia ter sido lançado na geração anterior. Não revoluciona, mas faz o feijão com arroz bem feito. A ambientação é ótima e ajuda bastante a relembrar os games clássicos. E isso fica claro também na modelagem dos personagens, principalmente no Leon, que envelheceu como vinho. Os bônus adicionados pela equipe de desenvolvimento são bem legais também, e podem ser adquiridos com pontos ganhos durante a gameplay. Eles contam um pouco sobre cada um dos personagens e trazem imagens inéditas dos protagonistas, que com certeza valem o clique. Leon S. Kennedy em Resident Evil: Requiem Divulgação/Capcom As texturas, porém, pareceram mal renderizadas em alguns momentos, principalmente quando há uma diferença forte de luz entre cômodos e cenas, por exemplo. Não atrapalha em nada a experiência com o game, mas é um ponto de atenção a ser considerado em atualizações futuras. Initial plugin text Nota de transparência: o TechTudo mantém uma parceria comercial com lojas parceiras. Ao clicar no link da varejista, o TechTudo pode ganhar uma parcela das vendas ou outro tipo de compensação. Os preços mencionados podem sofrer variação e a disponibilidade dos produtos está sujeita aos estoques. Os valores indicados no texto são referentes a fevereiro de 2026. Mais do TechTudo Veja também: Kishi V3 Pro é bom? Testamos o controle para celular! Kishi V3 Pro é bom? Testamos o controle para celular!