Moraes vota que Rivaldo Barbosa é culpado por obstrução e corrupção, mas não homicídio O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta quarta-feira (25) para absolver o ex-delegado Rivaldo Barbosa das acusações de planejar e mandar matar a ex-vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes. Ele foi condenado pelos crimes de obstrução à Justiça e corrupção. Os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia entenderam que não há provas suficientes de que ele tenha integrado o planejamento e a execução dos assassinatos. Ou seja, a turma concordou parcialmente com a denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR). A única divergência foi em relação a Barbosa. Ele foi absolvido do crime de homicídio qualificado por "dúvida razoável", mas acabou condenado por corrupção passiva e obstrução de justiça, por ter recebido dinheiro da milícia para atrapalhar as investigações. "A atuação do Rivaldo para acobertar, redirecionar, impedir a elucidação do crime me parece que haja provas e provas, até nos autos, de maneira contundente, objetiva e formal. A referência feita antes é que é frágil", afirmou Cármen Lúcia. O ex-delegado foi preso em março de 2024, acusado de contribuir com o crime e atrapalhar o andamento das investigações. Ele era chefe da Polícia Civil do RJ à época do atentado (foi nomeado um dia antes). Antes disso, comandou a Divisão de Homicídios. Quando foi preso, era coordenador de Comunicações e Operações Policiais da instituição. Caso Marielle: outros assassinatos cometidos enquanto Rivaldo Barbosa era chefe da DH do Rio e da Polícia Civil ficaram sem solução Jornal Nacional/ Reprodução - Esta reportagem está em atualização.