Comédia “King Kong Fran” no Teatro Riachuelo Rio propõe reflexão atual sobre machismo e papéis de gênero

Em comemoração aos 2 anos em cartaz e a marca de 100 mil espectadores, o espetáculo-show-performance "King Kong Fran" ganha apresentação no palco do Teatro Riachuelo Rio, no Centro. Com direção e dramaturgia Rafaela Azevedo e Pedro Brício, e direção musical da cantora e compositora Letrux, o espetáculo usa a personagem “Fran”, sucesso nas redes sociais, para promover uma irreverente e debochada reflexão sobre machismo, assédio, abuso, consentimento e violência de gênero. Num misto de cabaré com circo e show de mulher-gorila, Fran diverte o público virando ao avesso os estereótipos do feminino: com humor e ironia, inverte a lógica machista e brinca com a plateia fazendo com que os homens ‘provem do seu próprio veneno’. Partindo de referências como a atração circense "Monga, A Mulher Gorila", e King Kong, o gorila gigante do cinema, Rafaela questiona a sexualidade e a distinção de gênero na construção social. Entre brincadeiras (consentidas), relatos e músicas, a atriz interage com os espectadores propondo que experimentem inversões dos estereótipos de gênero. Fazendo o papel secularmente atribuído aos homens, Fran os aborda fazendo convites e propostas. A plateia reage bem, e embarca na brincadeira junto da artista. O espetáculo parte de uma fusão das linguagens de circo e teatro, convidando o público a conhecer o avesso dos estereótipos do feminino disseminados na sociedade. O solo-performance lança mão do teatro e palhaçaria como ferramentas de crítica e libertação, na medida em que o riso provoca questionamentos. A partir do imaginário da “mulher-gorila”, Fran subverte a visão do corpo feminino como objeto e reivindica, com humor e contundência, a plena posse de sua voz e do seu poder. Pedro Brício, coautor e codiretor do projeto, comenta o surgimento da ideia: “Conheci o trabalho da Rafa num outro espetáculo, em que ela dublava a música ‘Toxic’, da Britney Spears. Terminou e eu falei, quero fazer um espetáculo com você. Fiz este projeto por ter visto uma artista extraordinária. Ela não é só uma comediante, ela é também palhaça, e o ‘King Kong Fran’ tem também essa especificidade, da palhaçaria, da performance, junto com o teatro. Tem um lugar híbrido que eu adoro. A base do jogo do palhaço é com o público. Então, é um espetáculo de franca comunicação, muito engraçado e também provocador, de muita empatia. O sucesso dele vem daí." A personagem Fran faz às vezes de representar milhares de mulheres que se veem nas histórias de violência e luta por liberdade. "Estamos falando de machismo, patriarcado, inversão de papéis, gênero. Quando ela fala da história do King Kong e também da história da mulher-gorila, fica muito evidente essa objetificação da mulher, tanto no circo quanto na vida cotidiana. As interações com a plateia são reveladoras, além de muito engraçadas. Na comunicação com o público, sobretudo o feminino, a Rafa expõe de uma maneira muito crítica os papéis sociais do homem e da mulher. E como ela inverte jogo e faz também o papel dos homens, acho que tudo fica muito divertido para eles também.” , completa Brício. Não perca essa última oportunidade de rir e refletir com uma experiência que transforma a fúria da “mulher-gorila” em humor afiado, crítica pulsante e liberdade em cena. Aproveite o desconto que só o Clube O GLOBO entrega para viver experiências culturais que valem a pena! Ficou curioso? Confira as condições gerais aqui! Entretenimento