Explosivos com potencial para 'ações terroristas' nas eleições são apreendidos na Colômbia

As autoridades da Colômbia realizaram nesta quarta-feira uma operação de busca e apreensão em um depósito da guerrilha ELN em Bogotá destinado à fabricação de explosivos com potencial para gerar "ações terroristas" nas eleições deste ano, informou o ministro da Defesa, Pedro Sánchez. O Exército de Libertação Nacional (ELN) anunciou nesta semana um cessar-fogo unilateral para as eleições parlamentares e presidenciais, marcadas pela pressão violenta dos grupos armados e pelo assassinato a tiros, em 2025, do senador e aspirante presidencial de direita Miguel Uribe, entre outras agressões contra políticos. As eleições legislativas serão em 8 de março e as presidenciais, em 31 de maio. Leia mais: Petro denuncia 'possível fraude' nas eleições da Colômbia e questiona sistema de pré-contagem Veja também: avião da American Airlines pousa com marcas de tiros nos EUA após decolar na Colômbia "Esses artefatos poderiam vir a ser destinados a ações terroristas durante a jornada eleitoral", disse nesta quarta-feira o ministro na rede social X, em uma publicação na qual incluiu fotografias de morteiros e munições apreendidas. As autoridades prenderam duas pessoas durante a operação no sul de Bogotá, da qual participaram grupos de elite que arrombaram a porta metálica de uma casa onde se encontrava o depósito. A operação foi realizada pelo Exército e pela polícia, em colaboração com a Administração para o Controle de Drogas (DEA) dos Estados Unidos, acrescentou o ministro, que aponta um "plano" do ELN para atentar contra as eleições. Galerias Relacionadas O depósito tinha capacidade para fabricar cerca de 70 artefatos explosivos improvisados, disse Sánchez. Segundo um relatório da Defensoria do Povo, o órgão estatal que zela pelos direitos humanos na Colômbia, o ELN é uma "fonte de ameaça" contra as eleições, especialmente em zonas rurais com escassa presença do Estado. Durante o período pré-eleitoral foram registradas 457 ameaças de morte contra líderes sociais e políticos, segundo a Defensoria. Quase um terço do território da Colômbia se encontra sob risco de violência para estas eleições, assegura a Missão de Observação Eleitoral (MOE), uma organização civil colombiana. "Não permitiremos que os criminosos intimidem a democracia, nem que o medo silencie o voto", sentenciou Sánchez.