Operação mira quadrilha ligada ao Comando Vermelho que movimentou R$ 30 milhões com explosões de caixas eletrônicos

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro deflagrou, nesta quarta-feira (25), uma operação para desarticular uma organização criminosa ligada ao Comando Vermelho, especializada em explosões de caixas eletrônicos e roubos a residências de alto padrão. Mandados são cumpridos no Rio de Janeiro e em Santa Catarina, e até o momento sete pessoas foram presas. Seguro de veículos é mais caro no Rio: Na Zona Norte, valor pode ser quase 80% maior que na Zona Sul Ao longo do ano: Novo Mercado São José lança projeto cultural; estreia terá João Gil e Lan Lan A Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 30 milhões atribuídos ao grupo. Segundo as investigações, a movimentação financeira ocorreu ao longo de cinco anos, por meio de contas de pessoas físicas e jurídicas usadas para dissimular a origem dos valores. Parte da lavagem de dinheiro ocorria em uma joalheria em Niterói, também investigada por ocultar recursos provenientes do tráfico de drogas no Complexo do Viradouro. Para a polícia, o esquema evidencia a conexão entre crimes patrimoniais e o financiamento do tráfico armado. A ação é conduzida pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco), com apoio do Departamento-Geral de Polícia Especializada. Segundo as investigações, a organização tinha atuação interestadual, estrutura hierarquizada e divisão definida de tarefas. Havia um núcleo de liderança, um braço técnico-operacional especializado no uso de maçarico industrial para violar caixas eletrônicos, um setor de inteligência responsável pelo levantamento prévio de alvos e um núcleo logístico-financeiro encarregado de movimentar e ocultar os recursos obtidos de forma ilícita. A apuração aponta que integrantes vindos de Santa Catarina se deslocavam até o Rio para executar os ataques. No estado, contavam com apoio logístico do Comando Vermelho, que fornecia veículos roubados para fuga, maquinário e ferramentas utilizados nas explosões, além de locais para abrigo antes e depois das ações. Além do bloqueio de valores, foi requerida a indisponibilidade de bens móveis, imóveis e veículos de luxo vinculados aos investigados, com o objetivo de descapitalizar a organização. Entre os investigados está um policial militar. Em nota, a Polícia Militar informou que o agente já está preso na unidade prisional da corporação desde 2024 e que responde a um Procedimento Administrativo Disciplinar que pode resultar em sua expulsão da corporação. Initial plugin text