Vá lá que o PSOL se tornou um aliado de primeira hora na campanha de reeleição do presidente Lula, numa coligação que se fortaleceu na polarização com o bolsonarismo e ganhou vitaminação adicional após o apoio petista à candidatura majoritária de Guilherme Boulos à prefeitura de São Paulo. Hoje o PSOL aparece firme ao lado da federação PT-PV-PCdoB, antecipando-se até mesmo ao PSB do vice Geraldo Alckmin. No entanto, agremiações menores da esquerda pretendem lançar candidaturas próprias. A UP sinalizou nesse sentido. Agora foi a vez do PSTU. Acaba de lançar a pré-candidatura de Hertz Dias (foto) à presidência da República. Ele é ativista do movimento negro, rapper e professor da rede pública de ensino do Maranhão. Junto ao anúncio da pré-candidatura, o partido divulga o manifesto “Por uma alternativa para romper as engrenagens do sistema capitalista”, no qual pontua que “o Brasil é um país rico, mas governado contra seu povo” e que “a riqueza produzida pela classe trabalhadora não é utilizada para garantir salários dignos, serviços públicos de qualidade, futuro para a juventude ou desenvolvimento do país”.