Haddad defende aumento do Imposto de Importação sobre 1,2 mil produtos para 'proteger a produção nacional'

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu nesta quarta-feira o aumento do Imposto de Importação aplicado sobre 1,2 mil produtos — entre eles celulares, televisores, computadores e equipamentos usados em data centers, como CPUs. A medida, tomada no início deste mês e com vigência prevista para março, teve como justificativa a necessidade de proteger a indústria nacional do crescimento de bens comprados no exterior O aumento pode chegar a até 7,2 pontos percentuais, a depender do produto. Receita: Arrecadação federal soma R$ 325 bi em janeiro, resultado recorde em 32 anos Vencedores e perdedores: Após Trump anunciar tarifa de 15%, veja em mapa os países que serão mais ou menos taxados – Mais de 90% desses produtos são produzidos no Brasil, ou seja, seguem a lei brasileira, não tem nada a ver com essa medida (...) para proteger a produção nacional que essa medida está sendo tomada – disse Haddad. – Uma empresa asiática, de qualquer país que faz um similar e está jogando o seu produto aqui abaixo do custo porque não está conseguindo vender na Europa e Estados Unidos, aí não estamos falando: pera lá, aí não. Ou você vem para cá produzir aqui, e aí a gente produz tudo aqui, ou você não vai poder concorrer nessa base de preço – acrescentou. Mais dinheiro para fora: Brasil registra déficit de US$ 8,4 bilhões nas contas externas em janeiro,16% a menos que no ano passado 'Penduricalhos': STF barra membros do Judiciário e do MP de receber verbas indenizatórias previstas em leis estaduais Questionado sobre a possibilidade de revogar o aumento na tarifa, que é criticado pela oposição, o ministro disse que a medida protege o país contra o "comércio internacional desleal" e permite que o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) faça ajustes, inclusive zerando a tarifa, se necessário. – Qual é o objetivo? Trazer essa empresa para o território nacional. Então não tem impacto, a não ser na proteção da produção nacional, não tem impacto em preço – defendeu. A decisão foi aprovada no âmbito da Câmara de Comércio Exterior e elevou o Imposto de Importação para 1.252 produtos, incluindo computadores, celulares, componentes eletrônicos, equipamentos de telecomunicações e máquinas. As novas alíquotas incidem sobre bens com produção no Brasil, enquanto itens sem fabricação nacional permanecem com tarifa zero. Importadores, por sua vez, contestaram a decisão e alertaram para o risco de aumento de preços, encarecimento de investimentos e problemas no abastecimento de insumos, especialmente em setores intensivos em tecnologia. Segundo representantes do setor, a elevação das tarifas pode elevar custos ao longo da cadeia produtiva, afetar a competitividade e dificultar a modernização de empresas que dependem de equipamentos e componentes importados, ainda que o governo sustente que regimes especiais e exceções reduzem esses impactos. Initial plugin text