Caso Marielle: condenado a condenado, veja o que disseram ministros do STF em seus votos no julgamento

Quase oito anos depois, a pergunta sobre quem mandou matar a vereadora Marielle Franco (PSOL) e seu motorista, Anderson Gomes, em março de 2018, foi respondida pelos ministros que integram a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). De forma unânime, o relator Alexandre de Moraes, acompanhado por Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Flávio Dino, presidente da turma, votou pela condenação dos cinco réus, com o ex-deputado Chiquinho Brazão e seu irmão, o ex-deputado e conselheiro do Tribunal de Contas do Rio Domingos Brazão como os mandantes do crime. Já Rivaldo Barbosa, chefe de Polícia Civil do estado na época dos assassinatos, foi condenado por corrupção e obstrução de justiça, mas inocentado do crime de homicídio. Caso Marielle e Anderson: STF condena por unanimidade irmãos Brazão a 76 anos e três meses de prisão pelos assassinatos Análise de Vera Araújo: Corte não tolerará que outras “Marielles” e “Andersons” sejam assassinados pela ação de uma milícia organizada Confira como votou cada um dos quatro ministros sobre os cinco réus no caso: Chiquinho Brazão, ex-deputado federal; Domingos Brazão, conselheiro do TCE-RJ; Rivaldo Barbosa, delegado; Ronald Paulo Alves Pereira, policial militar conhecido como Major Ronald; e Robson Calixto da Fonseca, o Peixe, assessor de Domingos Brazão: A quanto tempo foi condenado cada um dos cinco réus? Chiquinho Brazão: 76 anos e 3 meses de prisão, além de 200 dias-multa (com dois salários mínimos por dia), por organização criminosa e homicídios; Domingos Brazão: 76 anos e 3 meses de prisão, além de 200 dias-multa (com dois salários mínimos por dia), por organização criminosa e homicídios; Robson Calixto da Fonseca, o Peixe: 9 anos de prisão e 200 dias-multa (com um salário mínimo por dia) por organização criminosa armada; Ronald Paulo Alves Pereira, o Major Ronald: 56 anos de prisão, pelos homicídios; Rivaldo Barbosa: 18 anos de prisão, além de 360 dias-multa (com um salário mínimo por dia), por obstrução de Justiça e corrupção passiva. A dosimetria das penas foi lida pelo relator Alexandre de Moraes, e, em seguida, os demais integrantes da Primeira Turma concordaram com os períodos determinados de reclusão. Entre terços e lágrimas, como foi o dia decisivo no STF para a solução do crime que matou Marielle Indenização de R$ 7 milhões e perda de cargos Os réus também foram condenados a pagar uma indenização às vítimas e seus parentes. R$ 1 milhão será destinado à assessora parlamentar Fernanda Chaves, única ocupante do carro que sobreviveu ao ataque a tiros em 2018, que dividirá o valor com sua filha; R$ 3 milhões serão entregues à família de Marielle Franco: Anielle (irmã), Luyara (filha), Marinete (mãe) e Antônio (pai) receberão R$ 750 mil, cada; R$ 3 milhões irão também para os parentes de Anderson Gomes: a viúva Ágatha Arnaus e o filho do motorista ficarão com R$ 1,5 milhão, cada. Além da parte financeira, os réus foram condenados ainda à perda de cargos públicos: Domingos Brazão: perda do mandato de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio; Rivaldo Barbosa: perda do cargo de delegado de Polícia Civil do Rio; Ronald Paulo Alves Pereira, o Major Ronald: perda do posto de oficial da Polícia Militar do Rio; Robson Calixto da Fonseca: a perda do posto de cabo reformado da Polícia Militar do Rio;