Ana Josefa: “A minha mãe fez a 4.ª classe às escondidas da avó. Achava que as meninas não deviam ir à escola, chegou a cortar-lhe o cabelo para ter vergonha”

Aos cinco anos, na pré-primária, em Cabo Verde, Ana Josefa Cardoso tinha dores de barriga só de pensar em falar português. Hoje faz do ensino da “língua de Camões” profissão, enquanto mantém vivo o idioma materno. “A língua que une efetivamente todos os cabo-verdianos é o crioulo”, sublinha neste episódio de “O Tal Podcast”, em que reflete sobre o papel da escola e do professor, num contexto cada vez mais desafiante