Consórcio que vai operar trens no Rio e em mais 11 cidades quer guarda ferroviária em estações

O Consórcio Nova Via Mobilidade teve confirmada, nesta quarta-feira, a validade da documentação apresentada em um leilão judicial e foi declarado pelo  juiz Victor Agustin Cunha Diz Torres, da 6ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio, como vencedor de uma licitação que o tornou permissionário para operacionalizar o sistema de trens  que liga o Rio a outros 11 municípios. A empresa vai assinar um contrato com o estado nos próximos dias e, em meados de março, deverá iniciar uma gestão assistida com a SuperVia, atual responsável pelo transporte ferroviário de passageiros.   Esta última deverá deixar o serviço após o fim de um período de transição de 90 dias. Mudança: consórcio Nova Via Mobilidade vence edital para operar malha ferroviária no Rio Tempo perdido: após quase 27 anos, SuperVia deixará a concessão com trens malconservados e viagens demoradas Michel Michalur Filho, vice-presidente de relações institucionais e governamentais do consórcio, esteve na  6ª Vara Empresarial. Na saída, ele disse que a empresa quer melhorar o atual serviço oferecido aos passageiros. Segundo o executivo, uma das ideias que poderão ser discutidas com o estado é a implantação ao longo da via de uma espécie de guarda ferroviária municipal, com custos divididos entre governos estadual e de prefeituras de cidades cortadas pelo transporte.   Atrás das grades: STF condena por unanimidade os irmãos Brazão a 76 anos e três meses de prisão pelo assassinato de Marielle Com mais de 11 estações que funcionam sob influência do tráfico,  e com uma malha ferroviária que passa às margens de 179 comunidades controladas por grupos criminosos, o sistema conta atualmente apenas com o policiamento de agentes do Grupamento de Policiamento Ferroviário da Polícia Militar. A passagem de composições por áreas conflagradas se reflete na quantidade de vezes que, devido à violência, os usuários ficaram a pé em 2025. Só nos dez primeiros meses do ano passado, problemas de segurança pública, como trocas de tiros, roubos e furtos de cabos e vandalismo, provocaram 682 cancelamentos ou interrupções de viagens. Significa dizer que, em média, houve duas ocorrências deste tipo por dia. Os dados das interrupções são da Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transporte (Agetransp). — A segurança é realmente uma prioridade,  trabalhando com o governo estadual, o governo municipal, trazendo, inclusive, a guarda ferroviária. Voltar com essa guarda ferroviária que já existiu (nos anos 70) é uma ação muito importante. Daria muito mais segurança para o processo — disse o vice-presidente. Investigação: bando que explodiu caixas eletrônicos também é suspeito de furtar e roubar residências de luxo na Zona Sul do Rio Michalur não detalhou quando o grupo português Barraqueiro, que segundo o consórcio, será subcontratado pela nova Via Mobilidade para operacionalizar o serviço dos trens, deve começar a trabalhar na malha ferroviária do Rio e de outras 11 cidades. A empresa portuguesa é a maior operadora privada de transportes em Portugal. E tem presença também em Angola, e no Brasil. No país, atua há mais de 15 anos por meio de concessões de transporte por ônibus nas regiões Norte e Nordeste. Priscila Sakalem, secretária estadual de Transportes, também esteve na 6ª Vara Empresarial e foi uma das representantes do estado na audiência. Ela contou esperar que a permissionária faça melhorias no serviço de transporte ferroviário de passageiros. Como, por exemplo, a diminuição de intervalos e do tempo de viagem. — Temos um diagnóstico da ferrovia e a gente já sabe o que precisa ser feito quando o novo operador entrar. A ideia é  a de que, se o usuário perceber a troca de operadora, será porque o serviço melhorou. Que ele perceba a melhora dos serviços.  Como diminuição de intervalo entre as composições, aumento da velocidade para diminuir o tempo das viagens e modificações na grade horária dos trens, caso isso seja necessário — disse. Cerca de 300 mil pessoas são transportadas por dia nos trens. As composições trafegam por cinco ramais e três extensões. Ao todo, são 270 quilômetros de trilhos e 104 estações. Segundo um balanço da concessionária SuperVia, feito no ano passado, a estimativa é que, em todo sistema ferroviário de passageiros, 18 mil pessoas usem as composições ferroviárias  diariamente sem pagar. A estação Padre Miguel, que sofre forte influência do tráfico,  é a primeira colocada em evasão de renda, de acordo com estatística. Atualmente, a concessionária conta com uma frota de 151 trens e 604 vagões, utilizados no transporte de passageiros. Algumas das composições são da década de 1960. É o caso de locomotivas movidas a diesel usadas para transportar passageiros nos ramais Vila Inhomirim e Guapimirim. Initial plugin text