O número de nascimentos no Japão caiu pelo décimo ano consecutivo em 2025, segundo dados oficiais divulgados nesta quinta-feira, ampliando os desafios enfrentados pela recém-reeleita primeira-ministra, Sanae Takaichi. 'Expressão de apreço': Primeira-ministra do Japão vive pressão após oferecer presentes a 300 parlamentares Da prisão de Andrew a denúncias contra Trump: O que se sabe sobre o caso Epstein? De acordo com números preliminares do Ministério da Saúde, foram registrados 705.809 nascimentos no arquipélago asiático no ano passado — uma redução de 2,1% em relação a 2024. Os dados abrangem filhos de cidadãos japoneses e estrangeiros nascidos no país, além de crianças nascidas no exterior de cidadãos japoneses. Quarta maior economia do mundo e com elevado nível de endividamento público, o Japão mantém uma das menores taxas de natalidade do planeta e enfrenta um processo contínuo de declínio populacional. O fenômeno tem provocado impactos estruturais, como escassez de mão de obra, aumento dos gastos com seguridade social e redução do contingente de trabalhadores contribuintes. Líderes japoneses sucessivos — entre eles Takaichi, a primeira mulher a chefiar o governo do país — prometeram adotar medidas para estimular a natalidade, com resultados considerados limitados até agora. “A queda da taxa de natalidade e a diminuição da população constituem uma emergência silenciosa que irá corroer gradualmente a vitalidade do nosso país”, alertou Takaichi no Parlamento na semana passada. Especialistas apontam que o aumento da imigração poderia atenuar o declínio demográfico e seus reflexos no mercado de trabalho. No entanto, sob pressão do partido Sanseito, defensor da política “Japão primeiro”, a premiê, de perfil conservador, prometeu adotar regras mais rígidas na área migratória.