Uma menina de três anos morreu após sofrer agressões dentro de casa em Citra, no estado da Flórida, nos Estados Unidos. Paisley Brown foi encontrada inconsciente por volta do meio-dia desta quinta-feira (25) e levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos, segundo informações do gabinete do xerife do Condado de Marion. Entenda o caso: Empresas admitem falhas mais de sete anos após morte de dois trabalhadores em frigorífico na Inglaterra Hacker é preso em Madri após pagar um centavo por diárias em hotéis de luxo De acordo com a polícia, o principal suspeito é Jeroen Jarrel Coombs, de 32 anos, namorado da mãe da criança. Em depoimento aos investigadores, ele afirmou que amarrou as mãos da menina com a gravata de um roupão e prendeu as pernas com fita adesiva. O homem disse que tentou contê-la para que não mexesse na fralda durante a noite. Confissão e investigação Ainda segundo o gabinete do xerife, Coombs relatou que, enquanto a criança estava imobilizada, a pegou e a jogou no chão. Depois que Paisley começou a ter dificuldade para respirar, ele admitiu ter batido nela repetidas vezes. Durante o interrogatório, afirmou ter percebido que “tinha ido longe demais” e disse que ficou com medo de ligar para o número de emergência 911. As autoridades informaram que o suspeito avisou a mãe da menina pouco antes das 11h que a criança não respondia. A ligação para os serviços de emergência, porém, só foi feita cerca de 40 minutos depois. Investigadores também apontam que Coombs estava sozinho com as crianças naquele momento. Ele foi acusado de abuso infantil agravado e crueldade contra crianças, crimes considerados graves. Outras acusações ainda podem ser apresentadas. Coombs está detido na Cadeia do Condado de Marion sem direito a fiança e tem audiência marcada para 24 de março de 2026. Protestos e pedidos por responsabilização Outras quatro crianças viviam na residência e foram colocadas sob custódia do Departamento de Crianças e Famílias da Flórida. Uma delas relatou às autoridades ter ouvido as agressões e afirmou que episódios de violência já teriam ocorrido anteriormente na casa. O caso provocou protestos no sábado em Citra. Durante a manifestação, o pai de Paisley, Robert Brown, descreveu a filha como “amorosa, sempre alegre e divertida”. Organizadores do ato pedem que a mãe da menina também seja investigada e responsabilizada. Em publicações nas redes sociais, Brown afirmou estar “transbordando de emoções” e disse que a filha era uma criança que espalhava alegria por onde passava. “Seu jeito brincalhão tocou inúmeros corações”, escreveu.