Ex-juíza que defendeu penduricalhos recebeu mais R$ 110 mil em dezembro

A juíza do Trabalho aposentada Cláudia Márcia de Carvalho Soares, que defendeu no Supremo Tribunal Federal (STF) o pagamento de verbas indenizatórias a magistrados, os chamados "penduricalhos", recebeu cerca de R$ 113,8 mil líquidos em dezembro, segundo dados da folha do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região. + Leia mais notícias de Política em Oeste A magistrada, que preside a Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho (ABMT), representou a entidade durante julgamento da liminar do ministro Flávio Dino , do STF. Uma decisão semelhante de Gilmar Mendes também foi discutida. Durante sua manifestação, ela retratou os juízes como uma categoria desfavorecida . Cláudio Márcia afirmou a Dino que juízes enfrentam "muita insegurança jurídica" por não saberem quanto irão receber ao final do mês e que integrantes da carreira precisam arcar com despesas como combustível e café com o próprio salário. Além disso, afirmou que desembargadores "mal têm lanche" nos tribunais. Segundo a magistrada, mudanças de entendimento sobre a legalidade de determinadas verbas geram instabilidade financeira na categoria. https://twitter.com/eixopolitico/status/2026786058386465226 "O juiz de primeiro grau não tem carro, paga do seu próprio bolso o combustível, o carro financiado. Não tem apartamento funcional, não tem plano de saúde, não tem refeitório, não tem água e não tem café", sustentou. Juíza aposentada recebeu R$ 113 mil líquidos Dados do contracheque de dezembro indicam que, classificada como inativa, ela recebeu aproximadamente R$ 113,8 mil líquidos no período. O montante supera o teto constitucional, atualmente atrelado ao subsídio dos ministros do STF, de R$ 46,4 mil, mas pode incluir parcelas como 13º salário, férias indenizadas e pagamentos retroativos. + Gonet critica decisões de Gilmar e Dino sobre penduricalhos Procurada por meio da associação que preside, a magistrada não respondeu à reportagem até a publicação deste texto. O julgamento em curso na Corte trata da definição sobre quais parcelas devem ou não ser limitadas pelo teto. Parte dos ministros defende a aplicação mais restritiva do limite constitucional, enquanto entidades da magistratura sustentam que valores de caráter indenizatório não podem ser enquadrados como remuneração. Redação Oeste , com informações do Estadão Conteúdo O post Ex-juíza que defendeu penduricalhos recebeu mais R$ 110 mil em dezembro apareceu primeiro em Revista Oeste .