Polícia desarticula facção criminosa envolvida em tortura, execução e ocultação de cadáver em MT PJC-MT Seis pessoas foram presas durante uma operação contra membros de uma facção criminosa investigados por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver, em São José do Xingu, a 931 km de Cuiabá, nesta quinta-feira (25). As identidades dos suspeitos não foram divulgadas pela Polícia. Ao todo, foram cumpridas 14 ordens judiciais nas cidades de São José do Xingu, Porto Alegre do Norte e Água Boa. Entre as medidas estão seis mandados de prisão, quatro de busca e apreensão e quatro de afastamento de sigilo telefônico. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Os alvos são apontados como envolvidos na morte de Marcos José Vieira Lima, conhecido como “Borel”. O crime ocorreu em 25 de agosto de 2025, em São José do Xingu. Segundo as investigações, ele foi submetido a um “salve”, espécie de punição imposta por integrantes da facção, que incluiu tortura e um julgamento em um chamado “tribunal do crime”. De acordo com a Polícia, a vítima foi atraída até uma residência utilizada como ponto de apoio pelos faccionados, sob o pretexto de consumir entorpecentes. Após uma videochamada com lideranças do grupo criminoso, a execução teria sido determinada sob a acusação de que ele teria “traído” um dos chefes locais. Veja os vídeos que estão em alta no g1 As investigações apontam ainda que Marcos e uma liderança da facção teriam torturado uma pessoa em dezembro de 2024. Por esse crime, ambos foram presos e condenados. Mesmo assim, posteriormente, a própria facção teria decretado a morte da vítima. O corpo de Marcos José Vieira Lima ainda não foi localizado. Esta é a segunda fase da operação. A primeira foi realizada em 26 de agosto do ano passado, um dia após o crime. Segundo a Polícia, a etapa inicial permitiu identificar a dinâmica de atuação da facção e reuniu elementos para a representação das novas ordens judiciais. Além dos crimes de homicídio e ocultação de cadáver, os investigados também são apurados por práticas de assistencialismo com o objetivo de fortalecer a atuação da facção na região. Entre as condutas investigadas está a distribuição de cestas básicas a pessoas em situação de vulnerabilidade social, como forma de cooptação e ampliação da base de apoio do grupo criminoso.