Entenda a confusão na votação que aprovou quebra de sigilo bancário de 'Lulinha' no Congresso

A sessão da CPI do INSS nesta quinta-feira (26) precisou ser suspensa após a aprovação de um requerimento para promover a quebra do sigilo bancário e fiscal do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como "Lulinha". Os parlamentares se exaltaram alegando que a contagem feita pelo presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), enquanto ele defende que a contagem foi correta e que se certificou por duas vezes sobre o número de manifestações contrárias. Parlamentares brigam após aprovação de quebra de sigilo do filho de Lula em CPI do INSS Parlamentares que ameaçavam brigar, inclusive, tiveram de ser separados. Entre os envolvidos no empurra-empurra estão o deputado Rogério Correa (PT-MG), o relator Alfredo Gaspar (União-AL), os deputados Evair de Melo (PP-ES) e Luiz Lima (Novo-RJ). Como começou a confusão? O presidente da CPI deu início a uma votação simbólica dos requerimentos pautados em globo. E destacou que suplentes não têm direito a voto. A votação ocorreu por contraste. Os parlamentares a favor deveriam permanecer sentados, enquanto os contra se levantaram para se manifestar. Viana fez a contagem em voz alta, e alegou que são sete votos, desconsiderando suplentes. "Tem suplente aí. Só os titulares", reiterou. "Sete, a pauta está aprovada". Imagem do momento da votação Reprodução/TV Câmara A sessão não poderia ter votação nominal, com cada parlamentar dizendo seu voto, porque um pedido de votação nominal ocorreu anteriormente, e o regimento interno prevê uma diferença de 1h entre um pedido de votação nominal e outro. No caso de uma votação simbólica, o presidente analisa visualmente quem se manifestou contra. O resultado proclamado e, em seguida, parlamentares governistas fizeram gestos de negativas com a mão e seguiram para a mesa, onde discutiram. Veja de outro ângulo: Parlamentares brigam em CPI do INSS Parlamentares que ameaçavam brigar, inclusive, tiveram de ser separados. Entre os envolvidos no empurra-empurra estão o deputado Rogério Correa (PT-MG), o relator Alfredo Gaspar (União-AL), os deputados Evair de Melo (PP-ES) e Luiz Lima (Novo-RJ). Após a confusão, a sessão foi suspensa. Mas, minutos depois, foi retomada. Após a fala de alguns parlamentares, que citaram o ocorrido, a reunião foi encerrada para o almoço.