A CPI do INSS aprovou a convocação da empresária Leila Pereira, presidente do Palmeiras e também do Banco Crefisa, para prestar depoimento como testemunha. O pedido para que ela seja ouvida no colegiado foi feito pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), e reforçada por requerimento do deputado Sidney Leite (PSD-AM), que aponta indícios de irregularidades em operações de crédito consignado feitas por aposentados e pensionistas do INSS. Ainda não há data marcada para que ela compareça. Procurada por meio das assessorias de imprensa da Crefisa e do Palmeiras, Leila não se manifestou. Leila entrou na mira da comissão por comandar a Crefisa, uma das principais instituições que operam empréstimos consignados no país. Segundo a CPI, a Defensoria Pública da União e a Controladoria-Geral da União relataram práticas abusivas no setor, como vendas casadas e contratações sem autorização expressa dos beneficiários — procedimento vedado por lei. O ex-ministro da Previdência Carlos Lupi já havia apontado problemas semelhantes em depoimento anterior. A dirigente será ouvida pelos parlamentares na condição de testemunha para esclarecer a política comercial da Crefisa, a relação do banco com entidades que descontavam mensalidades de forma automática e como a instituição atuava na oferta de crédito a aposentados, um dos eixos centrais da investigação. A comissão apura um esquema que teria afetado milhões de segurados do INSS, com descontos de mensalidades associativas e serviços financeiros sem consentimento. A convocação de Leila adiciona um novo componente político ao caso, já que ela é uma das dirigentes mais influentes do futebol brasileiro e figura pública de grande projeção.