Chuvas em MG: Mortes sobem para 59; 15 pessoas seguem desaparecidas após temporais

O número de mortos na tragédia provocada pelas chuvas na Zona da Mata mineira subiu para 59, segundo atualização divulgada nesta quinta-feira (26) pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais. São 53 óbitos confirmados em Juiz de Fora e seis em Ubá. Ao todo, 45 vítimas já foram identificadas e liberadas para as famílias. Ainda há 15 pessoas desaparecidas, 13 em Juiz de Fora e duas em Ubá. Desde o início da operação, os bombeiros atenderam 82 chamados relacionados a soterramentos e conseguiram resgatar 239 pessoas com vida. Ministro de Portos e Aeroportos: Silvio Costa Filho diz que mesmo após revogação de decreto, concessão de hidrovias na Amazônia continua sendo estudada Cão Orelha: Exumação não aponta fraturas no caso, mas laudo não descarta morte por trauma Os temporais voltaram a atingir Juiz de Fora entre a noite de quarta-feira e a madrugada desta quinta, agravando um cenário já crítico. O Rio Paraibuna chegou à cota máxima de quatro metros, e novas ruas foram interditadas, especialmente na região do Graminha. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), choveu 113 milímetros na cidade apenas na quarta-feira. Com isso, o acumulado de fevereiro alcançou 733 mm — o equivalente a 4,3 vezes a média histórica esperada para o mês. Em pronunciamento, o coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Rezende, voltou a alertar para o risco de retorno às áreas interditadas. — Ainda há previsão de mais chuva. Quem está em área de risco, e sabe que está em área de risco, deve sair imediatamente. Temos relatos de pessoas que já haviam deixado esses locais e estão retornando. Não façam isso. Priorizem suas vidas — afirmou. Em bairros como Três Moinhos, quase totalmente evacuado, equipes da Polícia Militar e da Defesa Civil seguem percorrendo as ruas com alertas por megafone. Na noite de quarta-feira, um casal de idosos foi retirado de casa após vizinhos acionarem as autoridades. Inicialmente resistentes, eles acabaram convencidos a deixar o imóvel. A dimensão social da tragédia também aumentou. Segundo o novo balanço, 253 pessoas estão desabrigadas — acolhidas em abrigos públicos em Juiz de Fora — e 5.510 estão desalojadas: 3.500 em Juiz de Fora, 1.200 em Ubá e 810 em Matias Barbosa. A mobilização estadual envolve equipes da Defesa Civil, bombeiros, polícias Militar e Civil, além de reforços na saúde e na assistência social. Maquinário pesado atua na desobstrução de vias, enquanto psicólogos e assistentes sociais acompanham as famílias atingidas. Apesar do avanço no restabelecimento de serviços essenciais, o risco permanece elevado. Estudos federais classificam Juiz de Fora com grau alto para deslizamentos, e as autoridades reforçam que qualquer novo volume de chuva pode provocar novos desmoronamentos em encostas já encharcadas. — O risco ainda existe. Por isso, reforçamos: não retornem às áreas interditadas — reiterou Rezende.