Preso por policiais civis e federais da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/RJ), nesta quinta-feira, em uma mansão localizada em Cabo Frio, na Região dos Lagos, o contraventor Adilson Coutinho Oliveira Filho, o Adilsinho, poderá ficar detido, à disposição da Justiça, em uma penitenciária federal. Um pedido para que o bicheiro fosse transferido para fora do Rio de Janeiro foi feito à Justiça Federal pela Polícia Federal. Atrás das grades: 'o mais sanguinário dos capos do jogo do bicho', diz superintendente da PF sobre prisão de Adilsinho Fora de circulação: Adilsinho, contraventor apontado como chefe da máfia do cigarro, é preso pela PF e Polícia Civil do Rio; veja vídeo A Justiça ainda não se manifestou sobre o pedido. Com cinco mandados de prisão expedidos em seu nome, por assassinatos e suspeitas de envolvimento com a máfia de cigarros, Adilsinho era o contraventor mais procurado do Rio. Investigações da PF e da Polícia Civil revelam que o bicheiro havia passado o carnaval no Rio. Há pelo menos uma semana, ele havia se deslocado para a mansão, onde foi preso, nesta quinta-feira, em companhia de um PM, suspeito de fazer sua segurança pessoal. A polícia já havia tentado prender Adilsinho outras duas vezes, mas ele conseguiu fugir. Numa delas, em outubro do ano passado, o contraventor conseguiu escapar de um cerco policial feito no Itanhangá, na Zona Sudoeste do Rio. Adilsinho, contraventor apontado como chefe da máfia do cigarro, é preso pela PF e Polícia Civil do Rio Divulgação/ PCERJ Nesta quinta-feira, ele acabou sendo preso em uma residência em Cabo Frio, após dois meses de monitoramento. De acordo com as investigações, Adilsinho evitava permanecer por muito tempo no mesmo local, utilizava imóveis alugados e se deslocava com frequência para áreas de fronteira, especialmente no Paraná e em Mato Grosso, tanto para despistar as autoridades quanto para manter contatos no mercado ilegal de cigarros. Imagens de drone mostram operação para prender Adilsinho Na casa onde Adilsinho estava escondido, também foi preso o policial militar Diego Darribada Rebello de Lima, suspeito de integrar a equipe de segurança do contraventor. Apontado como integrante da cúpula do jogo do bicho no Rio, Adilsinho é considerado pelas investigações o maior produtor e distribuidor de cigarros falsificados do estado. Segundo a polícia, ele expandiu suas atividades para cerca de dez estados brasileiros, explorando o mercado ilegal de cigarros em pelo menos seis deles e atuando ainda com bingos, cassinos e um cassino on-line clandestino que teria movimentado R$ 130 milhões em três anos. Quem é Adilsinho: bicheiro e alvo de investigações sobre cigarro ilegal é preso pela PF Segundo a polícia, Adilsinho é investigado por dezenas de homicídios apurados pelas delegacias de homicídios da Capital, da Baixada Fluminense e da região de Niterói e São Gonçalo. As vítimas seriam rivais, desafetos, integrantes da máfia do cigarro e até policiais. Adilsinho no carnaval: racha entre bicheiros da nova e da velha geração está por trás de nota do Salgueiro antes de desfile Um dos crimes em que o bicheiro é investigado é a execução de Marco Antônio Figueiredo Martins, conhecido como Marquinho Catiri. Ele era homem de confiança do contraventor Bernardo Bello, e foi assassinado a tiros, em novembro de 2022. Segundo a investigação, os assassinos seriam pistoleiros supostamente ligados a Adilsinho. Adilsinho também é ligado ao mundo do samba. Ele é patrono da Escola de Samba Salgueiro, que no desfile do carnaval de 2026, do Grupo Especial, alcançou o quarto lugar. O contraventor ficou famoso, em 2021, quando deu uma festa luxuosa para festejar seus 51 anos, na época, no Copacabana Palace. A comemoração reuniu 500 pessoas. Initial plugin text