Presidente da CPMI do INSS rebate acusação de fraude em sessão sobre Lulinha

O presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana (Podemos-MG), reagiu às acusações da base esquerdista de ter “fraudado” a votação que aprovou a quebra de sigilos de investigados, entre eles Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. + PT apela a Alcolumbre para anular a quebra de sigilos de Lulinha Segundo o presidente da comissão, a estratégia dos esquerdistas foi derrubar requerimentos em bloco e esvaziar a comissão, mas falhou por falta de votos no momento decisivo. “E usaram uma questão regimental (votação simbólica em vez de nominal)”, explicou. “Só que essa mesma questão regimental foi usada contra. Eles não tinham os votos para incendiar, deveriam ter pensado nisso quando montaram a estratégia de tentar derrubar e esvaziar a CPMI. A base do governo veio hoje com a decisão de esvaziar a CPMI, derrubando todos os requerimentos. Para isso, usou um procedimento regimental de votação nominal. A partir daquele momento, o painel é quem manda. Trinta e um membros votaram a favor do governo para que os requerimentos fossem votados em bloco. Quando eu coloquei em votação simbólica, o que estava valendo era o painel. Dezesseis votos eram necessários, metade mais um.” https://twitter.com/revistaoeste/status/2027067248578634144 Contagem de votos d o s requeriment o s de Lulinha Viana analisou a divergência sobre a contagem de parlamentares que se manifestaram em plenário durante a análise. Ele explicou que a base governista solicitou a votação simbólica— que considera os deputados e senadores presentes, que precisam estar de pé para posicionar a favor ou contra, conforme orientação da presidência. Votou-se nominalmente o pedido com o quórum de 31 parlamentares, e foi aprovada a análise simbólica. Sobre a alegação petista de que o quórum seria de 21 (número de integrantes da comissão), o presidente sustentou que, uma vez iniciada a votação nominal, valia o quórum do painel — 31 integrantes — e, portanto, a exigência de 16 votos. “Depois da votação nominal  (para aprovar a votação simbólica dos requerimentos), o quórum era 31”, explicou. “Se fosse uma votação em separado, poderíamos até considerar essa hipótese. Mas, naquele momento, dentro do procedimento que foi iniciado, o quórum era 31, como mostrava o painel. Eram necessários 16 votos.” Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Revista Oeste (@revistaoeste) + Petistas vão acionar o Conselho de Ética contra o presidente da CPMI do INSS “O governo apresentou, na minha contagem inicial, sete parlamentares. Posteriormente, levantaram mais pessoas, chegando a 14”, disse. “Mesmo quatorze não seriam suficientes. O governo perdeu usando o próprio regimento que tentou utilizar para derrubar os requerimentos da CPMI.” Ao comentar a foto apresentada pela base esquerdista para justificar a suposta “ilegalidade”, Viana declarou: “A foto mostra 14, possivelmente depois eles levantaram mais gente”. “No momento em que eu contei, contei duas vezes, havia sete parlamentares de pé. Se não entenderam, eu lamento, mas não havia votos suficientes. Nem se fossem 14, o governo ganharia a votação”, ressaltou o senador, que destacou não haver irregularidade no cômputo de suplentes. “Os suplentes só são computados quando os titulares não estão presentes. Se o suplente marcou presença, ele vota como titular. Isso não é desculpa, todo mundo sabe disso. Titular é quem está ali, seja o indicado originalmente ou o suplente que assumiu e marcou presença”, afirmou. “A Secretaria da Mesa me orientou em tudo. Eu não faço nada da minha cabeça. Faço de acordo com o que está no regimento. Todos estavam comigo nesse entendimento. Por isso tenho tranquilidade de que as decisões tomadas estão corretas.” + Leia mais notícias de Política em Oeste O post Presidente da CPMI do INSS rebate acusação de fraude em sessão sobre Lulinha apareceu primeiro em Revista Oeste .